Ansiedade foi a segunda doença mais buscada por meio do Google.

A campanha Janeiro Branco, que coloca em evidência questões relacionadas à saúde mental, está chegando ao fim nestes últimos dias do mês. Contudo, o processo de conscientização que suscitou é cada vez mais necessário e deve não só continuar, mas crescer. Um levantamento realizado pelo portal G1, que mostra quais foram as doenças mais buscadas online pelos brasileiros em 2018, reforça esta necessidade.

Enquanto a ansiedade aparece em segundo lugar na listagem, outro problema bastante debatido atualmente figura-se na sexta posição: a depressão. Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que 11,5 milhões de brasileiros sofrem de depressão, condição que implica em sintomas como desânimo, cansaço fácil, falta de motivação, irritabilidade, distúrbios do sono e, até mesmo, dificuldades relacionadas à memória e/ou concentração.

Quanto à ansiedade, outro relatório da OMS, publicado em fevereiro de 2017, aponta o Brasil como recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade. Segundo o estudo, 9,3% da população enfrenta este quadro, o que representa 18,6 milhões de pessoas.

Nosso país, aliás, apresenta um dos maiores índices de ansiedade e depressão do mundo, ocupando o oitavo lugar em incidência de suicídios.

A seguir, veja as principais características dos problemas de saúde mais pesquisados pelos brasileiros no ano passado!

Febre amarela

Entre 2017 e 2018, a febre amarela foi responsável por 483 mortes no Brasil, além do registro de 1.376 casos. O surto da doença, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, em sua versão silvestre, gerou uma grande procura pela vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, desde março, o Ministério da Saúde passou a recomendar a imunização em todo o território nacional.

A vacina é a forma mais apropriada para se evitar a infecção pelo vírus. Após ser aplicada uma vez, a dose é válida por toda a vida. A versão urbana da febre amarela, transmitida pelo Aedes aegypti (mesmo mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya), não é confirmada desde 1942.

ansiedade

Ansiedade

Como exposto anteriormente, os dados relacionados à ansiedade no Brasil são alarmantes. A condição pode fazer com que os pacientes sintam medo, inquietação e a sensação de que estão no limite.

É necessário lembrar que o transtorno de ansiedade difere da ansiedade natural, que precede o acontecimento de um evento importante, por exemplo.

Uma das formas de administrar este tipo de transtorno é a partir de exercícios de respiração, concentração e relaxamento. Também é importante se concentrar no presente, uma vez que o estresse é uma resposta do organismo à idealização de situações futuras, imaginadas como ameaçadoras.

Herpes

Os vírus que causam a herpes (HSV-1 e HSV-2) apresentam alta prevalência em todo o mundo. Embora cerca de 80% da população tenha herpes, é pequena a parcela que desenvolve a doença e ainda menor a que apresenta possibilidade de recorrência.

A herpes está ligada à queda da imunidade e pode também ser desencadeada por fatores como estresse, esforço exagerado e alta exposição ao sol.

dor de cabeça

Dor de cabeça

Dores de cabeça afetam cerca de metade da população mundial, segundo a OMS. Considerada pela organização como a sexta doença mais incapacitante do mundo, a dor de cabeça pode estar relacionada à enxaqueca, que atinge 3 a cada 5 adultos em todo o mundo.

Outros sinais que indicam enxaqueca são: dores latejantes, náuseas, sensibilidade à luz ou ao barulho e dor em apenas um lado da cabeça.

Para um diagnóstico preciso, é necessário consultar um especialista, capaz de indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

Diabetes

O diabetes é uma doença crônica que exige cuidados ao longo de toda a vida. É causada pela falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer seus efeitos no organismo, ou seja, metabolizar a glicose. Desta forma, pacientes diabéticos apresentam altas concentrações de açúcar no sangue e devem se tratar de forma contínua e adequada.

Manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos podem reduzir em até 60% o risco da doença.

depressão

Depressão

Por fim, voltamos à depressão. Para entender como a doença funciona, é preciso saber, de imediato, diferenciá-la da tristeza.

Em entrevista ao G1, a psiquiatra Carmita Abdo explicou as distinções entre os dois estados da seguinte maneira: “Estar triste faz parte da vida. Ninguém vai passar isento de momentos mais difíceis — mas a depressão é muito mais do que tristeza. Quem está deprimido tem toda a sua vida comprometida. Interfere no sono, na alimentação, no sexo, na capacidade de produção”.

Um estudo realizado na Noruega apontou que pessoas sedentárias são 44% mais propensas a ter depressão, em comparação às que praticam ao menos uma hora de exercícios físicos por semana.

Há ainda medicamentos indicados para combater o problema, desenvolvidos para driblar o desequilíbrio químico cerebral que culmina na depressão. Mas, é imprescindível que sua ingestão seja feita de acordo com recomendação médica, uma vez que as doses são ajustadas conforme a necessidade de cada paciente, e os efeitos podem se prolongar por algumas semanas. A terapia é também uma aliada do tratamento contra a depressão.

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