No último mês, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 233,6 milhões para estender o atendimento à população no país. A verba seria, portanto, empregada para ampliar o acesso a consultas, exames e medicamentos na assistência realizada por equipes de saúde da família, que atuam com cuidados básicos e prevenção de doenças.

Segundo a pasta, 10 milhões de pessoas devem ser beneficiadas e passar a ser assistidas na atenção primária, porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Os municípios devem credenciar 1,4 mil equipes de saúde da família, 1,4 mil equipes de saúde bucal, assim como agentes comunitários, laboratórios de próteses dentárias, consultórios de rua e unidades odontológicas móveis. As regiões receberão os recursos após realizarem o cadastramento dos profissionais e darem início aos atendimentos.

A meta do Ministério da Saúde para 2019 é ter ativas 50 mil equipes de Saúde da Família. Hoje, há 43 mil, que atendem a 63% da população.

Diante disso, é válido destacar o quão fundamental é a atenção primária para prevenir problemas de saúde, conscientizar as pessoas e desafogar os outros níveis de atenção à saúde.

Continue a leitura deste artigo e entenda!

atenção primária

Você sabe o que é atenção primária?

Porta de entrada para o SUS, o nível primário é constituído principalmente pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). As ações de que dá conta são voltadas à redução do risco de doenças e à proteção da saúde. Isso quer dizer que apresenta também um caráter preventivo.

Nas UBSs, os pacientes realizam exames e consultas rotineiros, contando com profissionais de medicina geral e familiar. Estes têm que garantir uma atenção integral à saúde e considerar o paciente inserido em sua família e comunidade. Precisam valorizar, portanto, a pessoa atendida como um ser único e diferente de qualquer outro.

Neste nível, os profissionais se articulam para atuar não apenas nas unidades de saúde, como também em espaços públicos da comunidade. Realizam também visitas domiciliares às famílias.

A ideia é, mais do que prover assistência médica, estar perto das pessoas e promover a saúde e a qualidade de vida localmente. Tal tipo de trabalho, de prevenção e conscientização, é importante até mesmo para otimizar a alocação de recursos utilizados em internações e tratamentos de doenças que poderiam ter sido evitadas.

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Redução em demandas de saúde

É justamente no ponto da prevenção, foco da atenção primária, em que nos concentraremos neste artigo. Isso porque cerca de 85% dos problemas de saúde podem ser resolvidos sem a necessidade de se ir a um serviço de emergência ou pronto-socorro, segundo o Ministério da Saúde.

As unidades básicas, conhecidas ainda como centros de saúde, são capazes de resolver a maioria dos casos. Acontece, contudo, que as pessoas seguem procurando, primeiro, a emergência hospitalar.

Estudos indicam que cerca de 80% dos pacientes que buscam um pronto-socorro são classificados como casos sem gravidade (verde ou azul, no índice de classificação de risco).

Nas unidades básicas, 50% das vagas são destinadas a consultas agendadas, enquanto a outra metade é voltada a demandas espontâneas. A prioridade no atendimento é para gestantes, crianças com idade inferior a seis meses e idosos. A classificação de risco, neste caso, funciona de maneira diferente da realizada em hospitais. O paciente é atendimento imediatamente ou em consultas em dia e horário posteriores.

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Principais serviços da atenção primária

Entre os serviços de saúde ofertados na atenção primária, destacam-se: consultas médicas, injeções, inalações, curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, tratamento odontológico e fornecimento de medicação básica.

Em casos em que haja a necessidade de atendimento especializado, o paciente é, então, encaminhado para a atenção secundária, de que fazem parte hospitais e ambulatórios.

Neste nível, o atendimento é direcionado para áreas como pediatria, cardiologia, neurologia, ortopedia, psiquiatria, ginecologia e outras especialidades médicas. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) se encaixam aqui.

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Auxílio à gestão da saúde

Por fim, ressaltamos o quanto a tecnologia tem facilitado a gestão da saúde e, consequentemente, contribuído para a melhora no atendimento à população.

Por meio de um software de gestão, por exemplo, é possível administrar de maneira eficiente todos os serviços de saúde, gerenciar unidades, acompanhar o histórico dos pacientes atendimentos, controlar o estoque de medicamentos, assim como a aplicação dos recursos públicos de forma geral.

Para saber mais, conheça o Hygia e veja como tem sido usado em diferentes regiões para aperfeiçoar os processos da Saúde.


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