As vantagens do BI em saúde incluem redução de custos, análise inteligente de dados, melhora na qualidade do atendimento e maior visibilidade e transparência para as operações da instituição.

Utilizado já na década de 1980, pela empresa de consultoria Gartner Group, o termo Business Intelligence (BI) começou a ser difundido em um contexto que não havia passado ainda pela revolução digital. Diante disso, referia-se às tecnologias utilizadas na época para coletar e analisar dados relativos às atividades da companhia. Sua finalidade consistia em fornecer informações que amparassem as tomadas de decisões.

O conceito, contudo, evoluiu com o passar dos anos. Hoje, as soluções de BI não só captam e mensuram dados para transformá-los em relatórios, mas são capazes de cruzar, armazenar, contextualizar e analisar estes dados. Desta forma, oferecem ferramentas para simulação, avaliação e previsão, que contribuem para a administração eficiente das organizações. Tais ferramentas ajudam a transformar dados brutos em informações úteis para avaliar o negócio de forma ampla.

Na área da saúde, a estratégia é a mesma. A adoção de sistemas e soluções que reúnam dados difusos possibilita que se tenha um panorama integrado da instituição ou unidade de saúde como um todo, de modo que a gestão se torne mais eficiente.

bi em saúde

Inteligência para os processos internos

Junto às ferramentas de web analytics, o BI encontra-se no topo dos orçamentos de 73% das empresas brasileiras que têm faturamento anual maior do que R$ 2 bilhões, segundo uma pesquisa realizada no ano passado pela IT Mídia. E tem mais! O mercado de coleta e análise de dados movimentou mais de R$ 10 bilhões na América Latina em 2016, sendo que a estimativa é que o valor triplique até 2022, de acordo com um estudo da consultoria Frost & Sullivan.

Os bancos de dados utilizados pelo Business Intelligence são criados a partir de séries históricas, advindos de sistemas transacionais que podem ser estruturados ou não e que, ao serem organizados em camadas, possibilitam o cruzamento de qualquer tipo de informação. Soluções de softwares são empregadas para a elaboração de relatórios e representações gráficas, assim como indicações estatísticas e matemáticas, de grande complexidade.

As ferramentas de BI permitem que as instituições e profissionais de saúde levantem agilmente informações amplas e detalhadas, não importa o sistema de origem. Deste modo, a inteligência de negócios auxilia a busca e interpretação de informações armazenadas em tempo real, que não só ajudam a sustentar a tomada de decisões estratégicas, como também são úteis para a mensuração de produtividade, controle e gestão das organizações. Estas podem analisar e cruzar dados clínicos e administrativos e, assim, adquirir maior conhecimento e inteligência sobre seus próprios processos.

bi em saúde

Vantagens do BI em saúde

O BI em saúde é de grande ajuda para a otimização da gestão. Engloba o armazenamento das mais diversas informações atreladas à instituição e a criação de uma base comparativa – qualitativa e quantitativa – desta enorme quantidade de dados. A partir disso, os softwares de Business Intelligence são capazes de processar e analisar perspectivas diversas, além de criar indicadores e análises macro por meio do cruzamento de informações.

Esta tecnologia pode direcionar a tomada de decisões táticas e estratégicas de forma muito mais assertiva, o que impacta na qualidade da gestão da instituição. Diferente de uma administração baseada em percepções gerais de gestores, o BI em saúde aproxima pessoas, informações e departamentos, fornecendo indicadores gerenciais estratégicos para decisões muito mais bem fundamentadas.

É necessário que se tenha em mente, no entanto, que um sistema de BI precisa ter acesso a dados e indicadores confiáveis. Sendo assim, antes de implantar uma solução do tipo e começar a utilizar esta metodologia na gestão, é preciso adotar sistemas que reúnam informações fidedignas.

As vantagens do Business Intelligence incluem redução de custos, análise inteligente de dados, melhora na qualidade do atendimento, maior visibilidade e transparência para as operações da instituição e muito mais. Veja:

  •  Identificação de oportunidades de redução de custos, assim como de maneiras para se chegar à plena eficiência operacional;
  • Monitoramento de dados em tempo real;
  • Otimização na gestão de prazos, com ganho em performance e mais agilidade para a tomada de decisões;
  • Viabilidade para análise de riscos;
  • Construção de indicadores para sugestão de ações estratégicas;
  • Acompanhamento “panorâmico” do que acontece na instituição, como informações de atendimento, internação, taxa de ocupação, histórico de saúde dos pacientes, altas etc.

E, então, o que você achou deste conteúdo? Deixe sua opinião a seguir, no campo para comentários. Aproveite também para conhecer o Hygia, nosso software para a gestão da saúde pública, desenvolvido especialmente para UBSs, UPAs e clínicas universitárias.


1 comentário

Balanced Scorecard: como implantar para otimizar a gestão hospitalar | Blog Hygia · 31 de maio de 2019 às 12:39

[…] conhecido também como BSC. Desenvolvido na década de 1990 por Robert Kaplan e David Norton, a ferramenta de gestão é amplamente utilizada por empresas nos mais variados segmentos e se apresenta como uma […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *