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Você conhece o Centro de Referência do Atendimento à Mulher (CRAM)?

Ele conta com equipe técnica especializada, que proporciona amparo e proteção a todas as mulheres vítimas de violência doméstica.

Continue a leitura e entenda como o serviço funciona!

Centro de Referência à Mulher

O CRAM é um espaço destinado ao acolhimento e atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência.

Dentre os serviços que presta, também estão incluídas orientações jurídicas e encaminhamentos necessários à superação da situação violenta.

As mulheres vítimas de violência podem ter também auxílios e atendimentos especializados nos seguintes locais:

  • Centro de Referência de Assistência Social (CRAS);
  • Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS);
  • Centro de Defesa e de Convivência da Mulher (CDCM);
  • Centro de Acolhida Especial para Mulheres em Situação de Violência (CAE).

Estes são serviços mantidos pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. 

Conheça o CRAS

O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é considerado a porta de entrada para a Rede Socioassistencial. Funciona como uma unidade básica do Sistema Único de Assistência Social – SUAS.

Entre suas atribuições, está a execução dos serviços, programas e projetos sociais desenvolvidos pelos governos Federal, Estadual e Municipal.

Seu principal objetivo é a prevenção de ocorrência de situações de vulnerabilidade e risco social nos territórios, através do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, além da ampliação e garantia do acesso aos direitos de cidadania.

O CRAS possibilita o acesso da população a serviços, benefícios e projetos de assistência social. Seu horário de funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 8 às 18 horas.

Para encontrar a unidade mais próxima, basta ligar para o número 156!

Conheça o CREAS

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) oferece serviços especializados e de forma contínua a famílias e indivíduos nas mais diversas situações de violação de direitos.

Seu objetivo é a estruturação de uma rede efetiva de proteção especial, contando com os seguintes apoios:

  • Poder Judiciário;
  • Ministério Público;
  • Defensoria Pública;
  • Conselhos Tutelares e outras Organizações de Defesa de Direitos.

Dentre os serviços ofertados, está o acompanhamento técnico especializado, desenvolvido por uma equipe multiprofissional, cujo objetivo é o aumento da capacidade de proteção da família e o favorecimento da reparação da situação de violência.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social integra esforços, recursos e meios, a fim de promover:

  • Articulação dos serviços de média complexidade;
  • Atuação com usuários referenciados da assistência social, entre outros.

Saiba onde conseguir assistência do CREAS. Clique aqui!

Centro de Defesa e de Convivência da Mulher (CDCM)

O objetivo do CDCM é o auxílio no fortalecimento pessoal e social das mulheres que sofreram violência doméstica e/ou estão em situação de vulnerabilidade social.

O município de São Paulo conta com 15 unidades do Centro de Defesa e de Convivência da Mulher, com capacidade para atendimento de 1.500 mulheres.

Entre os serviços ofertados, estão:

  • Atendimento Social;
  • Orientação Psicológica;
  • Encaminhamento Jurídico.

Existe também o Centro de Acolhida Especial para Mulheres em Situação de Violência (CAE). Em parceria com Organizações Não Governamentais (ONGs), a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social mantém cinco centros de acolhida sigilosos e que oferecem acolhimento para mulheres, acompanhadas ou não de seus filhos, em situação de:

  • Risco de morte;
  • Ameaças em razão da violência doméstica e familiar;
  • Que sofreram algum tipo de violência sexual, psicológica e/ou moral.

Saiba onde buscar atendimento, clicando aqui!

Violência contra a mulher: Dados

Desde que a lei que tipifica o crime de feminicídio foi sancionada em março de 2015, a cidade de São Paulo teve 112 vítimas de feminicídio.

Segundo dados do Governo de São Paulo, somente em 2019, 42 mulheres foram assassinadas na capital paulista apenas pela condição do gênero.

Em 2019, houve um aumento de 55,5% de casos, em relação ao ano anterior.

Leia mais – Saúde da Mulher: Desafios e Conquistas

O Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio em 2019 em comparação com 2018, aponta levantamento feito pelo site de notícias G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. São 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média.

Centro de Referência da mulher

Conheça a Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher

A humanização e qualidade da atenção implicam na promoção, reconhecimento e respeito aos seus direitos humanos, visto que o histórico das mulheres na busca pelos serviços de saúde expressa discriminação, frustrações e violações dos direitos, que aparecem como principal origem de tensão e mal-estar psicológico e físico.

Processo contínuo que demanda reflexão permanente sobre os atos, condutas e comportamentos de cada pessoa envolvida na relação. Esta é uma das definições do atendimento humanizado.

A Política de Atenção à Saúde da Mulher deverá atingir as mulheres em todos os ciclos de vida, resguardadas as especificidades das diferentes faixas etárias e dos distintos grupos populacionais (mulheres negras, indígenas, residentes em áreas urbanas e rurais, residentes em locais de difícil acesso, em situações de risco, entre outras).

É importante destacar que a gestão da Política de Atenção à Saúde da Mulher deverá estabelecer uma dinâmica inclusiva, visando o atendimento das demandas emergentes ou antigas, abrangendo todos os níveis assistenciais.

No artigo de hoje, você conheceu os Centros de Referência da Mulher, seu funcionamento e um breve panorama sobre a Política de Atenção à Saúde da Mulher, que deve abranger todas as mulheres em todos os ciclos de vida.

Leia mais: Saúde da família- Estratégia de atendimento a comunidades

Até a próxima!

 


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