O acolhimento com classificação de risco na saúde é uma estratégia que viabiliza dar mais agilidade ao atendimento dentro das clínicas universitárias e hospitais

Um dos maiores desafios que a gestão dos hospitais clínicos universitários e das unidades de saúde básica (UBS) enfrentam é a superlotação.

Durante muito tempo, as filas de espera nos hospitais eram realizadas por ordem de chegada. O problema deste processo é a falta de organização e distribuição de pessoas com diferentes graus de urgência em atendimento.

A superlotação é um dos pontos desafiadores que os serviços de emergência em todo o mundo enfrentam.  Se você convive diariamente realizando o atendimento nesses locais, sabe que os casos não emergenciais são os que mais consomem tempo.

De acordo com um estudo publicado no periódico “The American Journal of Emergency Medicine”, foi evidenciado que nos dias de superlotação, o atraso nos atendimentos de maior complexidade está associado ao aumento da mortalidade nos hospitais.

A fim de reduzir estes riscos, as clínicas de saúde passaram a adotar a classificação de risco na saúde. A ferramenta ajuda a reconhecer, entre os pacientes, quem deve ser atendido em menor intervalo de tempo.

Para ilustrar a importância de um sistema de classificação de risco, criamos este post para explicar detalhadamente seus benefícios para a população. Veja mais a seguir.

O que é a Classificação de Risco na Saúde

O que é a Classificação de Risco na Saúde?

A classificação de risco é uma ferramenta utilizada dentro dos serviços emergenciais. O intuito é avaliar e identificar os pacientes que necessitam do atendimento prioritário, de acordo com a gravidade clínica. O atendimento é realizado por um profissional que faz o acolhimento dos pacientes e os classifica no sistema.

Antigamente, o atendimento aos pacientes era por ordem de chegada ou triagem realizada por um profissional. Porém, este acolhimento pode causar grandes danos à saúde do paciente. Inclusive, aumentando o risco de morbidade e mortalidade.

A falta de organização durante o acolhimento não era apenas um problema do Brasil, mas de outras partes do mundo. Por esse motivo, surgem alguns protocolos para melhorar a classificação de risco. Todos inspirados nas seguintes escalas:

  • Protocolo Australiano – Australian Triage Scale (ATS);
  • Protocolo Canadense – Canadian Triageand Acuity Scale (CTAS);
  • Protocolo Manchester – Manchester Triage System (MTS);
  • Protocolo Americano – Emergency Severity Index ( ESI);

A criação desses protocolos tornou o trabalho mais sistemático. Garantiu que diversos profissionais obtenham bons resultados na avaliação do paciente, para aumentar a agilidade e a segurança nos serviços de saúde. Reduzindo assim riscos à saúde do paciente e suporte aos profissionais.

No Brasil, um dos modelos mais utilizados é o Protocolo Manchester. O Hospital das Clínicas passou a atender a população por meio deste protocolo, a fim de agilizar e humanizar o atendimento.

Atualmente, o Ministério da Saúde adotou esse sistema e instituiu o “HumanizaSUS”, uma cartilha de acolhimento com a classificação de risco que visa deixar o atendimento humanizado para a gestão de saúde coletiva.

Sistema de classificação protocolo manchester

Afinal, o que é o Sistema de Classificação Protocolo Manchester?

No Brasil, o protocolo de classificação de risco mais utilizado é o de Manchester, presente na maior parte dos estados brasileiros. Utilizado pela primeira vez no Estado de Minas Gerais, como estratégia para reduzir as filas e a superlotação nos prontos-socorros e hospitais.

A eficiência que o protocolo apresentou para o sistema de gestão de saúde atual, proporcionou diversos benefícios para otimizar o tempo de atendimento. Como sabemos, quando se trata de saúde, o tempo pode representar a diferença entre salvar uma vida e perder um paciente.

O protocolo de Manchester é aplicado em categorias de sinais e sintomas. Contém 52 fluxogramas, sendo 50 utilizados para situações rotineiras e dois para situação de múltiplas vítimas.

A ideia deste método é que o tempo de acolhimento do paciente até a classificação de risco na saúde seja menor que dez minutos. Assim o tempo de avaliação é cumprido de acordo com a gravidade da situação do paciente.

Este é o método que diversos sistemas de saúde do Brasil adotaram para realizar um atendimento mais ágil e seguro. Sendo a classificação de risco separada por cores que indicam a intensidade do problema.

Como é aplicado a classificação de risco na saúde com o protocolo manchester

Como é Aplicado a Classificação de Risco na Saúde com o Protocolo Manchester

O sistema de triagem do protocolo Manchester visa realizar a classificação de risco na saúde por meio de um fluxograma de cores.

Cada cor representa o tempo máximo de espera que o paciente pode aguardar atendimento, sem comprometer a saúde. São elas:

(Vermelho) Emergência – Neste caso, o paciente necessita de atendimento imediato.

(Laranja) Muito urgente – O paciente necessita de atendimento o mais rápido possível – tempo de espera, no máximo 10 minutos.

(Amarelo) Urgente – O paciente requer uma avaliação. Não é considerado como caso de emergência, visto que possui condições clínicas para aguardar, no máximo 60 minutos.

(Verde) Pouco urgente – É o caso de menor gravidade e risco. Exige atendimento médico, mas pode ser auxiliado no ambulatório médico. O tempo de espera é de no máximo 120 minutos.

(Azul) Sem urgência – Este é o caso de menor complexidade e sem problemas recentes. Este paciente deve ser acompanhado no ambulatório médico. 240 minutos é tempo máximo de espera.

Essa classificação é vantajosa para médicos e pacientes. Uma vez submetido ao protocolo de classificação de risco, está assegurado que não haverá risco de vida. Dado que o tempo de atendimento é determinante para ter mais assertividade do serviço.

Quais Produtos para Saúde Devem Estar nas Salas de Classificação de Risco

Quais Produtos para Saúde Devem Estar nas Salas de Classificação de Risco

Para o todo o atendimento médico, são necessários alguns produtos dentro das salas de ambulatório para realizar o pré atendimento com os pacientes.

Se você precisa equipar seu departamento com acessórios, estes são os produtos indispensáveis:

  • Manual de classificação de risco (manual do serviço adquirido do GBCR).
  • Termômetro (timpânico ou digital infravermelho).
  • Glicosímetro (medidor de glicose).
  • Monitor (saturímetro e FC).
  • Relógio.
  • Esfigmomanômetro e estetoscópio.
  • Material para identificação da prioridade clínica do usuário (ex: pulseiras, adesivos etc.).
  • Ficha de registro da classificação de risco (a instituição pode solicitar um modelo ao GBCR e adaptá-la preservando os registros obrigatórios).

Estudantes de medicina

Benefícios em Incluir a Classificação de Risco na Saúde Nas Clínicas Universitárias e Prefeituras

Um serviço que as universidades fornecem para a população é o atendimento médico gratuito. Em troca os alunos podem adquirir experiência em campo, além de ganhar créditos dentro da instituição.

Os serviços de atendimento médico nas clínicas universitárias são vantajosos para as instituições. Em 2014, o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, anunciou a integração entre o atendimento odontológico das universidades com o Sistema Único de Saúde (SUS).

A vantagem do atendimento clínico nas universidades é a prestação de serviço para a população. Especialmente quem não possuí condições e recursos para atendimento médico em redes privadas. Além de ser uma oportunidade para os universitários exercitarem os conhecimentos assimilados em sala de aula.

Por isso, ter um sistema que realize a classificação de risco na saúde dentro das clínicas é fundamental. Ele redistribui quem aguarda ser atendido de acordo com o problema de saúde.

O Hygia é um sistema que possui a classificação de risco, de modo que faz o atendimento médico ser mais ágil e seguro. O sistema ajuda a evitar a superlotação e diminuir o tempo de espera em tempo recorde.

Vantagem para a população e para os alunos, que precisam adquirir experiência com diversos tipos de situação médica em pouco tempo.

Gostou deste texto? A classificação de risco é um tema importante de ser discutido aqui no Blog Hygia. Comente sua opinião sobre o protocolo Hygia e no diga se a sua universidade já realiza este atendimento.

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