A fim de conscientizar a população sobre as formas de se prevenir contra o vírus HIV, a Aids e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), uma expressiva mobilização nacional teve início no ano passado. Trata-se do Dezembro Vermelho.

A campanha dá prosseguimento às ações do Dia Mundial de Combate à Aids, comemorado desde 1988 no mundo inteiro em 1º de dezembro. Foi instituída a partir da Lei 13.504, sancionada em novembro de 2017. De acordo com a norma, o movimento deve acontecer anualmente e focar “na prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/Aids”.

Entre as ações empreendidas ao longo do Dezembro Vermelho, estão: promoção de palestras e atividades educativas; veiculação de campanhas midiáticas; iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha; realização de testes gratuitos para a detecção do vírus HIV; e organização de eventos públicos.

Neste ano, a data chegou com uma boa notícia para o país. Um relatório apresentado pelo Ministério da Saúde no dia 27 de novembro mostrou que os casos de detecção e mortalidade ligados à Aids caíram cerca de 9% nos últimos dez anos.

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dezembro vermelho

Redução da mortalidade no Brasil

O documento divulgado pelo Ministério da Saúde indicou que, desde 2007, a detecção de casos de Aids diminuiu cerca de 9% no país. A tendência apontada pelos dados, contudo, não reflete de forma homogênea a realidade brasileira.

De modo geral, as regiões Sul e Sudeste demonstraram inclinação para redução dos quadros na última década. Por outro lado, Norte e Nordeste apresentaram aumento na detecção.

Quanto às taxas de mortalidade – que consideram o número de mortes a cada 100 mil habitantes –, houve uma diminuição de 14,8% entre 2007 e 2017. Apenas no estado de São Paulo, a queda foi de 41% neste período.

Mais uma vez, as propensões variam entre as diferentes regiões brasileiras. Enquanto o coeficiente de mortalidade foi reduzido no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, manifestou aumento em todos os estados do Norte e Nordeste.

O relatório destaca ainda a alta na detecção do vírus HIV em mulheres grávidas, que foi de 21,7% nos últimos dez anos. No entanto, o crescimento é atribuído às práticas de prevenção da transmissão de mãe para filho, que incluem disponibilização maior de testes rápidos e ampliação nos cuidados de pré-natal.

Tanto é que, entre 2007 e 2017, registrou-se uma queda significativa, de 42%, na transmissão de HIV de gestantes para seus filhos.

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HIV e Aids: qual a diferença?

O Dezembro Vermelho abre caminho para o combate à falta de informação que leva à discriminação de pessoas soropositivas.

HIV é uma sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. Ao atacar as células que constituem o sistema de defesa, o vírus faz com que as pessoas fiquem mais suscetíveis a contrair outros vírus e bactérias. Aumenta também a vulnerabilidade ao câncer.

Contudo, ser portador do HIV não significa ter Aids. A síndrome da imunodeficiência adquirida, ou Aids, é desenvolvida apenas por pessoas que não se tratam após contrair o HIV ou sofrem algum tipo de problema durante a terapia. Ela se caracteriza pelo conjunto de sintomas ligados à falência no sistema de defesa, que dá margem a infecções oportunistas.

No Brasil, o tratamento com remédios antirretrovirais é universal e acessível a partir do SUS. Deste modo, as pessoas com HIV que se tratam apresentam a mesma expectativa de vida dos indivíduos que não possuem o vírus.

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Prevenção

Você já ouviu falar sobre a Profilaxia Pré-Exposição? Conhecida como PrEP, ela consiste no uso preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus, de modo a reduzir a probabilidade de infecção pelo HIV.

A PrEP combina dois medicamentos (tenofovir e entricitabina) em um comprimido único, impedindo que o HIV se estabeleça e se alastre pelo corpo. O método, todavia, não protege contra outras ISTs; por isso, deve ser aplicado junto a outras formas de prevenção, como o uso de preservativos.

Carga viral indetectável

É importante lembrar ainda que, de acordo com estudos clínicos, pessoas com HIV que fazem terapia antirretroviral e têm uma carga viral indetectável não são capazes de transmitir sexualmente o vírus a uma pessoa HIV negativa.

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Ações do Dezembro Vermelho

Ainda estamos no início do mês de dezembro. Portanto, uma série de ações deverá ser realizada para estimular o combate à Aids e conscientizar as pessoas sobre a infecção pelo HIV. Não deixe de acompanhar os canais digitais da prefeitura da sua cidade para ficar por dentro de todas as iniciativas. Atente-se às datas, participe das mobilizações e entre você também nesta luta!


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