Análise de dados e Big Data na saúde são temas recorrentes na área médica, visto que novas tecnologias são implantadas a fim de permitir uma melhor gestão de dados dos pacientes.

No post de hoje, entenda como a inteligência artificial e o Big Data influenciam na gestão da saúde!

Saiba como funciona a coleta de dados no SUS

Em 1991, surgiu o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), com a criação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), através do decreto 100, de 16.04.1991.

O DATASUS é responsável por prover os órgãos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados aos sistemas de informação e suporte de informática, que são necessários ao processo de planejamento, operação e controle.

A utilização de novas tecnologias e o desenvolvimento de softwares de gestão em saúde são de extrema importância para os órgãos e instituições de saúde, ao promoverem um gerenciamento de dados com qualidade e eficiência.

O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, possui um departamento provedor de soluções de software para as secretarias estaduais e municipais de saúde, em que sempre adapta seus sistemas às necessidades dos gestores e incorpora novas tecnologias.

Com a informatização e a chegada da Internet das Coisas (Internet Of Things – IOT), o cenário da saúde vem sofrendo transformações que têm um real impacto sobre pacientes e médicos.

Uma pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação (TIC), divulgada pelo Centro de Estudos sobre as tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic) no Brasil, indica que aproximadamente 91% dos hospitais têm acesso à internet.

Inicialmente, a ideia da Internet das Coisas (IOT) é a conexão da internet com objetos físicos, sobretudo sensores.

Na saúde, sua aplicabilidade é notada a partir da integração de sistemas de gestão em saúde a aparelhos de diagnósticos por imagem, por exemplo.

Imagine que o paciente realiza um exame de imagem em uma sala própria e, ao término, o médico que está no consultório tem a visualização do resultado de forma instantânea.

Esse é um dos exemplos da influência da IOT.

Health Analytics e a Internet das Coisas – IOT

Muitas empresas e instituições de saúde vêm utilizando a inteligência artificial para revolucionar o setor.

Aplicativos e outras formas de coleta de dados dos pacientes têm cada vez mais imponência no nosso cotidiano.

Relógios inteligentes e aplicativos que se propõem a monitorar pressão arterial, frequência cardíaca, entre outros dados, fazem parte desta nova era tecnológica.

Um fato curioso é que, nos Estados Unidos da América (EUA), está havendo o compartilhamento de dados dos pacientes com um grande mecanismo de busca na internet.

O detalhe é que nem os pacientes, nem os próprios médicos, têm a noção de quais informações (sigilosas, diga-se de passagem) estão sendo compartilhadas.

Segundo informações do The Wall Street Journal, a iniciativa é denominada “Projeto Nightingale” e tem como objetivo o acesso a dados pessoais de saúde para o estabelecimento de uma base de dados no setor de serviços de saúde.

Dados como resultados de laboratório, diagnósticos médicos e registros de hospitalização, além de outras categorias, fazem parte do projeto, sendo equivalentes a um histórico completo de saúde, incluindo nomes dos pacientes e datas de nascimento.

O Google está usando parte dos dados coletados para projetar um novo software, sustentado por inteligência artificial avançada e aprendizado de máquina, que se concentra em pacientes individuais para sugerir alterações em seus cuidados.

Health Analytics

Business Intelligence na saúde

Lei Geral de Proteção de Dados x Health Analytics

Questionados sobre a legalidade do uso destes dados coletados, o porta-voz do Google informou que o projeto é executado dentro das normas da Lei Federal de Saúde, incluindo proteções robustas para dados de pacientes.

O termo Health Analytics é definido como um conjunto de metodologias utilizadas com a finalidade de analisar grandes volumes de dados (Big Data), relacionados ao setor de saúde.

Essa análise de dados contribui no cuidado clínico com o paciente e na gestão dos recursos de saúde.

Já para os gestores de saúde, a contribuição do Health Analytics está na redução de desperdícios, melhoria da qualidade dos serviços ofertados, além da produtividade do cuidado com a saúde dos beneficiários, de forma sustentável.

A Lei de Portabilidade e Prestação de Contas sobre Dados da Saúde, de 1996, permite que os hospitais compartilhem dados dos pacientes com parceiros de negócios, sem informá-los, desde que a informação seja usada apenas com a finalidade de ajudar a entidade coberta a executar suas funções de tratamento de saúde.

Porém, no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) foi sancionada pelo ex-presidente Michel Temer, e está prevista para entrar em vigor em agosto de 2020.

A nova lei objetiva a modificação da maneira com que os dados pessoais são coletados e armazenados e traz grande impacto nas gestões hospitalares.

Também determina que qualquer suspeita de violação seja comunicada à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e à sociedade em geral.

A partir de 2020, os usuários terão que autorizar a coleta dos seus dados e saber como serão utilizados, quem poderá acessá-los, como serão compartilhados, além de terem a possibilidade de solicitar que informações sejam excluídas.

BI e Health Analytics na Saúde

O conjunto de sistemas e ferramentas que fazem parte do Business Intelligence (BI) advém da tecnologia da informação para levar soluções sob medida para as empresas.

A principal função do BI é a transformação dos dados, que são aparentemente desconexos, em informações primordiais que guiam a tomada de decisão dos gestores com um embasamento consolidado.

Na área médica, a implantação do Business Intelligence (BI) e Health Analytics em instituições de saúde de qualquer porte possibilita a busca e interpretação de informações armazenadas no sistema, voltadas ao apoio nas decisões dentro do ciclo de vida do indivíduo.

Entre os dados que são coletados e gerenciados, estão:

* Produtividade;
* Controle;
* Avaliação;
* Gestão dos estabelecimentos, órgãos e secretarias do Ministério.

Os softwares de gestão em saúde são utilizados para o controle de dados destes pacientes, visando a maior segurança no atendimento.

O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), por exemplo, apresenta dados como alergias, intolerâncias, sintomas, procedimentos realizados, medicamentos, entre outros.

O sigilo médico deve ser respeitado em todas as circunstâncias pelos profissionais de saúde e gestores.

Os sistemas que coletam dados devem ser voltados à gestão e melhoria na oferta de serviços de saúde e não ao compartilhamento de dados sigilosos com terceiros e sem autorização.

SOFTWARES DE GESTÃO EM SAÚDE NO CONTROLE DE EPIDEMIAS

softwares de gestão da saúde, como o Hygia, que possibilitam que os diagnósticos dos pacientes sejam realizados de maneira automatizada, não só pelo nome, mas também pelo código da Classificação Internacional da Doença (CID).

Assim, as prefeituras que utilizam o Hygia nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) conseguem identificar as enfermidades que possuem maior taxa de incidência em nível regional e até por bairros, possibilitando um maior controle e prevenção de epidemias.

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