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Contar com os indicadores de saúde é fundamental para que os gestores adotem estratégias eficientes na gestão da saúde pública.

Existem vários tipos de indicadores de saúde que podem ser analisados pela alta administração, como por exemplo, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, envelhecimento da população, entre outros.

É sobre isso que falaremos neste post. Conheça os tipos de indicadores e a importância da sua mensuração na gestão da saúde!

Continue conosco!

O que são indicadores de saúde?

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) define os indicadores de saúde como sinalizadores que contêm informações relevantes sobre atributos e desempenho do sistema de saúde.

Os gestores públicos utilizam dados levantados através dos indicadores para tomar decisões assertivas em regiões que necessitam alguma ação específica.

A análise dos dados da saúde pode ser realizada das seguintes formas:

  • Através da observação direta de um indivíduo (por exemplo: estado clínico, número de buscas pelos serviços de saúde);
  • Pela observação de um grupo populacional ou um espaço geográfico de acordo com taxas e proporções, como por exemplo, taxa de prevalência de hipertensão; porcentagem de mães adolescentes com idade entre determinada faixa etária, entre outros.

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A partir do levantamento dessas informações, é possível a elaboração dos indicadores que possuem as seguintes classificações:

  • Mensuração consolidada em saúde: Nesta análise, os dados referem-se à saúde na população. As medidas (médias, medianas, proporções), sintetizam observações de indivíduos em cada grupo observado.
  • Mensuração ecológica ou ambiental: Aqui, os dados são relacionados a fatores externos ao indivíduo. Ou seja, são as características físicas do local onde um grupo populacional vive ou trabalha. É importante salientar que alguns dados podem ser difíceis de serem mensurados, como exemplo, o índice de exposição ao vetor da dengue. 
  • Mensuração global: Nesta classificação, dados como densidade populacional, índice de desenvolvimento humano, produto interno bruto per capita, são analisados.

O levantamento dos dados e a sua interpretação conjunta, possibilita que os especialistas e gestores reflitam sobre a situação sanitária de uma população ou comunidade e, desta forma, desenvolvam estratégias referentes à criação de políticas públicas a fim de melhorar o sistema de saúde pública.

É importante ressaltar que os dados são elementos números que contribuem para a elaboração de um indicador.

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Saúde Pública baseada em evidências

As ações e programas implementados pelos gestores da saúde pública, devem se basear em evidências empíricas, ou seja, em informações levantadas em campo. Existem informações importantes que advém de dados observacionais (vigilância e situação de saúde) e, outras, que são resultantes de pesquisas realizadas pelas equipes.

Na medicina clínica, o médico tem sua atuação pautada pela coleta e utilização de evidências empíricas (dados). Esta prática é denominada medicina baseada em evidências (MBE). A MBE também pode ser utilizada no âmbito da saúde pública (SPBE).

Porém, existem algumas diferenças entre a MBE e a SBPE. Confira:

  • A unidade de análise em saúde pública geralmente é populacional e não apenas um indivíduo;
  • Deve-se usar uma gama de outras evidências, incluindo estudos quase-experimentais e observacionais;
  • Os fatores contextuais podem ser mais importantes nas decisões de saúde pública, do que nas decisões referentes à prática clínica.
  • As decisões de saúde pública tendem a ser mais complexas do que as decisões clínicas, já que envolvem a avaliação de possíveis impactos das políticas públicas e outras intervenções complexas.

No setor público, o dado é a unidade primária, que, ao ser desenvolvida, gera um indicador. Ao ser analisado, o indicador produz informações que pautam os gestores e promovem conhecimento. Este, precisa ser divulgado através de processos comunicacionais adequados e eficientes para influenciar a tomada de decisão em saúde e, assim, produzir uma ação.

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Conheça alguns indicadores de saúde

A seguir, confira os principais indicadores de saúde !

Taxa de crescimento da população

Esse indicador mostra o ritmo de crescimento populacional e é influenciado pela dinâmica da natalidade, mortalidade e das migrações.

A mensuração da taxa de crescimento da população é realizada com o objetivo de análise das variações geográficas e temporais do crescimento populacional; realizar estimativas e projeções populacionais, para períodos curtos; além de subsidiar os processos de gestão e avaliação das políticas públicas específicas, como por exemplo, previsão de recursos, atualização de metas, etc.).

Proporção de idosos na população

Também é um indicador importante para a gestão da saúde pública, já que os idosos fazem parte de um grupo que necessita de um volume assistencial considerável. O acompanhamento dessa métrica permite que ações de prevenção e aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam realizados.

Taxa de mortalidade

O Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde em 1975 e passou a ser informatizado em 1979. O sistema é resultado da unificação de mais de 40 modelos de instrumentos utilizados, ao longo dos anos, para coletar dados sobre a mortalidade no país.

O SIM possui variáveis que permitem, a partir da causa mortis atestada pelo médico, construir indicadores e processar análises epidemiológicas que contribuam para a eficiência da gestão em saúde.

Porém, com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a descentralização, a atribuição da coleta de dados foi repassada aos estados e municípios, através das respectivas Secretarias de Saúde. Na esfera Federal, sua gestão está atrelada à Secretaria de Vigilância em Saúde.

Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA)

A Rede Interagencial de Informações para a saúde (RIPSA), foi formalizada em 1996 pela Portaria Ministerial e por acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). 

O seu objetivo é a promoção da disponibilidade adequada de dados básicos, indicadores e análises sobre as condições de saúde e suas tendências, de forma que haja o aperfeiçoamento da capacidade de formulação, gestão e avaliação de políticas e ações públicas pertinentes.

Dentre os objetivos da rede, estão:

  • Promoção de intercâmbio com outros subsistemas especializados de informação da administração pública;
  • Estabelecimento de uma base de informações essenciais e consistentes para a análise das condições de saúde no País, que sejam facilmente acessadas por diferentes tipos de usuários.

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Como vimos, mensurar e acompanhar dados referentes à saúde tanto da população quanto do indivíduo, é imprescindível para uma gestão eficiente. 

Neste artigo, explicamos o conceito e a diferença entre os indicadores de saúde, além de mostrar sua importância para a gestão da saúde pública. Gostou do conteúdo? Compartilhe em suas redes sociais.

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Até a próxima.


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