Janeiro é o primeiro mês do ano e traz consigo a campanha “Janeiro Branco”, focada na saúde mental.

Ressaltando a importância de uma mentalidade sadia para alcançar os objetivos no ciclo que se inicia, preparamos um post para você entender a origem da campanha e a importância da atenção à saúde do corpo e da mente.

Os gestores devem se atentar à saúde mental dos colaboradores

Gestores de equipes devem se atentar à saúde mental dos seus funcionários e colaboradores.

É imprescindível que o profissional esteja bem de saúde física e emocional, para exercer seu papel com excelência. Na área da saúde, especialmente.

Para que os profissionais consigam enxergar os pacientes globalmente, incluindo seu estado emocional, precisam, necessariamente, estar bem consigo mesmos.

Assim, a assistência ao paciente poderá ser dada de forma atenta, humanizada e integral. Visando o bem-estar dos colaboradores, é preciso ter atenção a alguns pontos.

A começar pelo cuidado com a sobrecarga de trabalho. A sobrecarga afeta a concentração, saúde física e emocional do profissional, gerando uma decadência no desempenho de suas atividades e risco elevado de erros no atendimento ao paciente.

O foco em gerenciamento de tempo, distribuição de tarefas, boas condições de trabalho e ambientes de descanso é importante para o cuidado com a saúde mental da equipe e, consequentemente, do paciente, que contará com atendimentos e cuidados preparados e atenciosos.

Como Surgiu a campanha Janeiro Branco?

O movimento Janeiro Branco foi idealizado em 2013. Porém, só no ano seguinte, em 2014, o projeto foi colocado em prática.

A campanha é voltada à promoção da saúde mental e sua conscientização.

Janeiro é o primeiro mês do ano e é comum as pessoas refletirem sobre os objetivos de sua vida, seus projetos, qualidades dos seus relacionamentos, entre outros aspectos.

Sendo assim, é importante que a saúde mental esteja em dia para que todo o “balanço” seja feito de forma coerente e segura.

Quando falamos em cuidados com a saúde, sempre pensamos em pontos como alimentação e hábitos saudáveis e práticas regulares de exercícios físicos.

Porém, a saúde psíquica, a qual negligenciamos, tem forte influência no nosso estado de saúde geral.

Se a mente não estiver sã, o corpo também não estará. E, sendo assim, as doenças chamadas psicossomáticas, começam a aparecer.

Saúde Mental: Entenda o que são doenças psicossomáticas

As doenças psicossomáticas são relacionadas ao emocional do indivíduo.

Surgem na psique (emocional, compreendido por emoções, sentimentos e pensamentos) e se exterioriza através do corpo humano.

Facilmente confundida com alguma doença física, a doença psicossomática também provoca sintomas físicos semelhantes à alguma patologia.

O psicossomatismo resultante do desequilíbrio emocional pode acontecer por diversos fatores. Dentre eles, podemos considerar o estresse e algum trauma que não foi superado.

A inteligência emocional pressupõe que as doenças somatizadas podem ser causadas por:

  • Emoções extremas ou a falta delas;
  • Ausência de reações para determinadas situações;
  • Resistência às mudanças;
  • Padrões limitantes de comportamento.

Saúde mental no Brasil

Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o Brasil é o primeiro no ranking internacional de países com o maior número de pessoas com transtorno de ansiedade, chegando ao número de 18,6 milhões de brasileiros afetados por algum distúrbio relacionado.

O número de pessoas com depressão também é alto, deixando o país na quarta posição.

Conheça os principais motivos do alto número de pessoas com transtornos mentais:

  • Altos índices de violência;
  • Instabilidade financeira;
  • Estilo de vida agitado;
  • Portadores de doenças crônicas também sofrem com algum tipo de transtorno mental.

Em 2020, a principal causa de afastamento do trabalho devem ser os distúrbios emocionais.

Conheça a Política Nacional de Saúde Mental

A Política Nacional de Saúde Mental é uma iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde.

Ela compreende as estratégias adotadas pelo país visando à organização da assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos voltados à saúde mental.

Pessoas com transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outros, são acolhidas pelo programa.

A identificação das necessidades assistenciais torna-se imprescindível para o sucesso da linha de cuidado e terapêutica, de acordo com cada caso.

Este é um exemplo claro da importância da humanização e personalização no atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em situações em que o paciente esteja em crise, pode-se recorrer ao atendimento em qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial, formada por várias unidades de saúde com finalidades diversas, de forma integral e gratuita, através da rede pública de saúde.

Saúde mental: Entenda a estrutura da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

Como dito anteriormente, as diretrizes e estratégias da Política Nacional de Saúde Mental no Brasil são gerenciadas pela comissão tripartite composta por União, Estados e Municípios.

Inicialmente, os pacientes que necessitam de cuidados em saúde mental são atendidos junto aos familiares através de uma assistência em saúde multidisciplinar, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), existentes em todo o país.

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é formada pelos pontos de atenção abaixo:

  • Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);
  • Urgência e Emergência: SAMU 192, sala de estabilização, UPA 24h e Pronto-Socorro;
  • Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT);
  • Unidades de Acolhimento (UA) – Divididas em:  Unidades de Acolhimento Adulto (UAA) – destinadas às pessoas maiores de 18 anos de ambos os sexos – e Unidades de Acolhimento Infanto-Juvenil (UAI) – destinadas às crianças e aos adolescentes, entre dez e 18 anos incompletos, de ambos os sexos;
  • Ambulatórios Multiprofissionais de Saúde Mental – Compostos por: Médico psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, enfermeiro e outros profissionais;
  • Comunidades Terapêuticas – Serviços destinados à oferta de cuidados contínuos de saúde, de caráter residencial transitório, para pacientes com necessidades estáveis, decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas;
  • Enfermarias especializadas em hospitais gerais;
  • Hospital-Dia – Permanência do paciente na unidade por um período máximo de 12 horas.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) possuem várias modalidades. Clique aqui e confira!

Caso o município não possua nenhum CAPS, o atendimento de saúde mental é feito pela Atenção Básica, através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Postos de Saúde.

Existem também outras iniciativas voltadas à prevenção de problemas relacionados à saúde mental, como, por exemplo, o convênio firmado entre o Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Sistema Único de Saúde (SUS).

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio. Atende gratuitamente pessoas que necessitam de uma conversa, com total sigilo, através de E-mail, Chat, telefone e VoIP, 24 por dia.

Janeiro Branco

Dicas para manter a saúde mental em dia

Apresentamos, a seguir, algumas dicas para manter a saúde mental em ordem!

  • Esteja em constante movimento e pratique atividades físicas regularmente. Assim, o foco excessivo nas emoções negativas poderá ser disperso;
  • Reinvente sua rotina com novos hábitos. Modificar a rotina pode ajudar você a se concentrar em eventos novos e evitar o tédio;
  • Reserve 5 minutos diários para lembrar episódios alegres e felizes;
  • Controle suas expectativas para evitar frustrações.

Esperamos que você tenha gostado deste artigo! Continue nos acompanhando.

Até a próxima!

 

 

 


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