Ao longo do mês de março, acontece a campanha “Março Azul-Marinho”, que conscientiza a população sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal.

Este tipo de câncer abrange os tumores que têm início no intestino grosso, especificamente nas regiões chamadas de cólon, reto e ânus.

Entenda, neste artigo, como surgiu a campanha e onde buscar atendimento médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Março Azul-Marinho: Conheça a campanha!

Seguindo o mesmo raciocínio da campanha Outubro Rosa, que conscientiza sobre o câncer de mama, o Hospital de Câncer de Barretos determinou o dia 27 do mês de março para abrigar o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino e escolheu a cor azul-marinho para a campanha de prevenção ao câncer colorretal.

A campanha Março Azul-Marinho teve, então, seu início e é celebrada anualmente. Sua finalidade é educar, informar e estimular a prevenção do câncer.

O que é câncer colorretal?

O câncer colorretal é uma doença que atinge o intestino grosso, onde ocorre a formação de tumores. A doença também é conhecida como câncer de cólon e reto.

A formação tumoral tem origem em pólipos, pequenas elevações na parede do cólon ou reto, que crescem lentamente, podendo se transformar em tumores malignos depois de muito anos.

Por meio de um procedimento chamado colonoscopia, o médico visualiza estes pólipos e consegue retirá-los, antes mesmo de tornarem-se malignos.

Entre as práticas de prevenção contra o câncer colorretal, é importante a adoção de uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, a prática atividades físicas e a moderação no consumo de carnes vermelhas e embutidos.

Ressalta-se a necessidade de realização de exames médicos periódicos, os check-ups.

Dados

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que, para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 40.990 novos casos de câncer colorretal, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres.

O câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente em homens e mulheres. Ainda de acordo com os dados do INCA, devem surgir cerca de 19,63 casos novos a cada 100 mil homens e 19,63 a cada 100 mil mulheres.

Porém, o risco de desenvolver a doença ao longo da vida é menor no gênero feminino do que no masculino. A variação é aproximadamente 1 em 23 (4,4%) para homens e 1 em 25 (4,1%) para mulheres.

Março Azul Marinho: Possíveis causas do câncer colorretal

Os pesquisadores vêm realizando estudos acerca da compreensão de como certas mutações do DNA podem fazer com que células normais se tornem cancerígenas.

Existem dois tipos de mutações que influenciam o desenvolvimento da enfermidade. São eles:

  • Mutação Genética Herdada: Alguns cânceres colorretais são causados por mutações genéticas. As síndromes hereditárias mais comuns associadas à doença são: polipose adenomatosa familiar, câncer colorretal hereditário sem polipose, síndrome de Gardner, síndrome de Linch, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH.
  • Mutações Genéticas Adquiridas: A maioria das mutações do DNA relacionadas ao câncer colorretal são adquiridas ao longo da vida de uma pessoa. Porém, até agora não existe comprovação científica de qualquer mutação que cause o câncer colorretal

Fatores externos também contribuem para o desenvolvimento da doença no organismo. Dentre eles, podemos citar:

  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Ingestão abusiva de álcool;
  • Tabagismo;
  • Idade: O risco do câncer colorretal aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.

Sintomas

A realização do check-up de forma regular e periódica é extremamente importante. Muitas vezes a doença tem seu início de forma assintomática, fazendo com que o paciente apresente sintomas com a doença já em sua fase avançada.

Durante os exames rotineiros, o médico investiga e realiza exames que possibilitam a o rastreamento e detecção de qualquer anormalidade.

Confira, a seguir, alguns sintomas que o câncer colorretal pode apresentar:

  • Diarreia ou constipação;
  • Sensação de que o intestino não é completamente esvaziado;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Dor abdominal tipo cólica;
  • Sensação de inchaço abdominal;
  • Cansaço e fadiga;
  • Perda de peso sem um motivo específico.

O médico deverá ser consultado para avaliação da queixa clínica.

Leia também: Check-up médico: Importante para a gestão da saúde e para o paciente

Março Azul Marinho: Prevenção

Março Azul Marinho: SUS oferece assistência ao paciente com câncer colorretal

O tratamento dos tumores em sua fase inicial é menos agressivo e acontece por meio da retirada dos pólipos e lesões, a partir da colonoscopia, ou por meio da realização de procedimentos cirúrgicos com a ressecção local dos tumores.

Nos tumores maiores de cólon, poderá haver necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica).

O tratamento do câncer colorretal envolve radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia, dependendo do local, tamanho e extensão da doença.

Sendo assim, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, a agressividade do tratamento e o tempo também serão menores.

O Sistema Único de Saúde oferece atendimento médico, através da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. A Portaria 874/2013 determina a assistência de forma integral ao usuário, de forma descentralizada e regionalizada.

A assistência pode ser realizada em:

  • Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon);
  • Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon).

Estas instituições de saúde devem oferecer assistência integral e especializada ao paciente com câncer, atuando no diagnóstico, tratamento e estadiamento da enfermidade.

Existem 317 unidades e centros de assistência habilitados para o tratamento do câncer, presentes em todos os estados brasileiros.

Esperamos que este artigo tenha sido útil para você! Continue nos acompanhando para ter acesso a mais conteúdos como este.

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