No dia 23 de janeiro, é comemorado o “Dia Internacional da Medicina Integrativa”.

Você conhece este modelo assistencial?  No post de hoje, vamos explicar seu conceito e como ela é aplicada no cotidiano médico. Acompanhe! 

Medicina Integrativa: Entenda o conceito

A medicina integrativa é uma prática voltada à relação médico-paciente. Ela reafirma a importância de uma relação de confiança entre ambos.

Nesta modalidade assistencial, o paciente é colocado no centro do cuidado, sendo avaliado de forma global pelo profissional de saúde.

Durante o processo da medicina integrativa, são utilizadas abordagens terapêuticas, realizadas por profissionais interdisciplinares, com foco na restauração da saúde.

O paciente, neste caso, deixa de receber o tratamento de forma passiva para determinada patologia, passando a ser responsável ativamente pelo gerenciamento da própria saúde.

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Entenda a diferença entre a medicina integrativa e a medicina convencional

Na realidade, não existe uma diferença pontual. O que acontece é uma aliança da medicina integrativa com a medicina convencional.

A medicina integrativa faz uso dos conhecimentos das medicinas tradicionais, aliados a:

  • Práticas meditativas;
  • Técnicas de respiração;
  • Relaxamento;
  • Atenção plena;
  • Uso de fitoterápicos.

Estas práticas são sempre baseadas em evidências científicas que asseguram a sua segurança e eficácia.

A assistência ao paciente é realizada por terapeutas, em conjunto com médicos que exercem a medicina convencional, através de técnicas corporais não invasivas, adaptadas às necessidades e limitações do paciente.

No atendimento, que é realizado individualmente, as práticas a seguir podem ser inclusas:

  • Alongamentos;
  • Exercícios respiratórios;
  • Massagens leves (sem óleos ou cremes);
  • Prática de relaxamento conduzidas pela voz do terapeuta.

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Medicina Integrativa

Medicina Integrativa no SUS

As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) auxiliam na prevenção de diversas doenças, como, por exemplo, depressão e hipertensão.

No Sistema Único de Saúde (SUS), enquadram-se na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde.

O SUS oferece 29 procedimentos de PICS à população, integral e gratuitamente. São ações de cuidado transversais, que podem ser realizadas também em situações de média e alta complexidade.

A assistência tem início na atenção básica, realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde tem mostrado resultados satisfatórios.

O crescimento do número de profissionais capacitados e habilitados é acentuado, e há maior valorização dos conhecimentos tradicionais, de onde se originaram as práticas relacionadas à medicina integrativa.

Porém, é importante lembrar que as PICS não substituem os tratamentos convencionais. São complementares.

Onde encontrar o serviço

Atualmente, existem cerca de 9.350 estabelecimentos de saúde no Brasil, considerando a atenção básica e os serviços de média e alta complexidades do SUS. O Sistema Único de Saúde oferta 56% dos atendimentos individuais e coletivos em Práticas Integrativas e Complementares nos municípios brasileiros.

Só na atenção básica, são cerca de 8.239 (19%) estabelecimentos que oferecem serviços de medicina integrativa, distribuídos em 3.173 municípios.

  • Distribuição dos serviços de PICS por nível de complexidade:  Atenção básica, 78% ; média complexidade, 18%; e alta complexidade, 4%.

As PICS estão presentes em quase 54% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal, assim como por todas as capitais do país.

O gestor municipal tem a competência de elaborar as normas técnicas para a inserção da Política Nacional  de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) na rede municipal de saúde e definir recursos orçamentários e financeiros para a implementação das práticas integrativas.

É de competência exclusiva do município a contratação dos profissionais e a definição das práticas a serem ofertadas.

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Anne Coifman

Jornalista de formação, sou apaixonada pela área da saúde pública, possuindo vasta experiência em Secretaria Estadual de Saúde e Vigilância Sanitária. Sempre atenta, busco o melhor das informações para proporcionar melhorias na gestão das unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

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