Você provavelmente já precisou passar por uma radiografia por conta de fraturas ou infecções em ossos ou dentes. O procedimento, que é o exame de imagem mais antigo que existe, resulta em um registro em preto e branco capaz de apontar claramente estes tipos de lesões. A novidade é que, graças à evolução tecnológica, o raio-X agora possibilita a obtenção de registros mais ricos e detalhados, além de coloridos.

A iniciativa de, digamos, aperfeiçoar o exame partiu da empresa Mars Bioimaging, da Nova Zelândia. As imagens são capturadas em 3D, por meio da tecnologia desenvolvida, e apresentam em cores as diversas estruturadas que compõem a parte do corpo analisada.

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Tecnologia envolvida

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, os raios-X são radiações eletromagnéticas. Ao atravessar diferentes partes do corpo, sua intensidade é atenuada. Deste modo, quanto mais densa a parte avaliada, maior é a atenuação.

Como são regiões mais duras, os ossos atenuam uma quantidade expressiva de raios-X e aparecem mais brancos nos filmes de radiografias. Por outro lado, partes moles – como músculos e gordura, por exemplo – atenuam menos raios-X e, consequentemente, surgem opacas nas radiografias.

A versão high-tech do exame foi desenvolvida a partir de uma tecnologia chamada Medipix3, que funciona com a emissão de um raio de radiação eletromagnética na frequência dos raios-X. Na prática, é como se o seu corpo fosse fotografo por uma câmera.

Por ser capaz de identificar os fótons individuais e categorizá-los de acordo com as energias que possuem, a tecnologia permite o acesso a informações relacionadas a densidade e estrutura atômica. Desta forma, os dados gerados são interpretados por um software, que gera a visualização tridimensional.

Tratamentos personalizados

A nova técnica, que ainda pode levar algum tempo para ser aplicada à realidade de nosso dia a dia, tem o potencial de auxiliar médicos e profissionais de saúde no oferecimento de cuidados personalizados para os pacientes.

O procedimento – que permite a distinção de gordura, líquidos e minerais no corpo humano – poderá ser um alicerce para o tratamento de problemas de saúde como câncer, AVC e artrite. Atualmente em estágio pré-clínico, deverá passar por aprimoramentos e etapas burocráticas antes que possa ser efetivamente acessado.

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O que o raio-X é capaz de indicar?

A radiografia é recomendada para diferentes situações que exigem a análise de determinada parte do corpo, como tórax, ossos e seios da face. O exame apresenta distintas finalidades em termos de diagnósticos.

Raios-X nas articulações, por exemplo, podem revelar sinais de artrite e ajudar os médicos a determinarem o progresso desta doença. Quando realizado para tirar fotos dos dentes e mandíbulas, o processo permite a identificação de cavidades.

Em radiografias do tórax, podem aparecer evidências de pneumonia, tuberculose ou câncer de pulmão. A mamografia, exame que detecta o câncer de mama, consiste em um tipo especial de raios-X, utilizados para examinar o tecido mamário.

Sinal de insuficiência cardíaca, um coração aumentado também pode ser claramente observado a partir de raios-X. Uma criança engoliu uma moeda? O procedimento mostra a localização deste objeto também.

Contraindicação

O exame de raio-X é contraindicado para pacientes que não podem ser expostos à radiação, como gestantes, público para quem a recomendação é especialmente reforçada na fase inicial da gravidez, uma vez que a radiação pode ser prejudicial para o feto.

Já quando a gestação está em estágio mais avançado, o exame pode ser realizado desde que o abdômen da mulher seja coberto com uma manta à base de chumbo, que evita o contato do feto com a radiação.

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