Nesta quinta-feira, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a fim de recapitular as lutas das mulheres nas esferas social, política e econômica. Pensando nisso, elencamos a seguir alguns tópicos relacionados à saúde da mulher que refletem os desafios e conquistas neste campo nos últimos anos.

saúde da mulher

Programa de Assistência Integral à Saúde Mulher

Até o surgimento do Programa de Assistência Integral à Saúde Mulher (PAISM), que foi lançado pelo Ministério da Saúde em 1983, a atenção à saúde feminina no Brasil restringia-se a uma abordagem materno-infantil. Diante disso, o PAISM representou uma ruptura a tal modelo e uma forma diferenciada de prestar este tipo de assistência. De início, o programa previa ações direcionadas a mulheres que tivessem entre 15 e 19 anos de idade. Contudo, por meio de reivindicações realizadas por movimentos femininos, deixou de apresentar limitação de faixa etária.

Seu maior êxito foi considerar a saúde de forma integral, englobando questões que antes não recebiam a atenção necessária, como a saúde reprodutiva. O PAISM passou a tratar a assistência à mulher no que diz respeito a: pré-natal, parto e puerpério; planejamento familiar; doenças sexualmente transmissíveis (DST); câncer de mama e de colo de útero; entre outros pontos.

Em 2004, o programa foi transformado na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), mantendo as mesmas diretrizes.

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Principais desafios da assistência à saúde feminina

Ainda que a PNAISM tenha representado um grande avanço, a sua implantação ainda é um processo complexo. Considere a vasta extensão do Brasil. Para a efetividade da política, é preciso que ela alcance todas as regiões do país, principalmente as que apresentam uma dificuldade maior de acesso aos serviços de saúde.

Em entrevista ao portal R7, a ginecologista obstetra Rossana Francisco, que comanda o departamento de Obstetrícia do Hospital das Clínicas de São Paulo, explicou que um dos principais desafios quanto à saúde da mulher é frear a mortalidade materna no país.

A meta estabelecida pela ONU para o Brasil era de que a taxa chegasse a 35 mortes a cada 100 mil nascidos vivos em 2015. Contudo, o número naquele ano foi de 62 mortes por 100 mil nascidos vivos e, em 2016, 64. Segundo a médica, houve estabilização com tendência de aumento. Ela indicou que, no estado de São Paulo, uma queda fez com que o número chegasse a 35 em anos anteriores, mas a taxa aumentou nos últimos anos, chegando a 47 mortes.

Entre outros desafios, a obstetra mencionou também a necessidade de reduzir gestações em adolescentes, ampliar o atendimento à mulher que sofre violência sexual e doméstica e driblar a resistência à vacina do HPV.

Não se pode deixar de abordar ainda a luta que continua sendo o combate ao câncer de mama, segunda neoplasia que mais afeta mulheres no mundo. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimavam que, a partir de 2018, cerca de 59.700 novos casos de câncer de mama seriam diagnosticados no Brasil a cada ano. Isso significa que, a cada 100 mil mulheres, cerca de 56 desenvolveriam a patologia.

Iniciativas como a campanha Outubro Rosa chamam a atenção para o fato de que a doença apresenta alta probabilidade de cura se descoberta em estágio inicial, quando é assintomática.

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Conquistas

Além da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), citada anteriormente, outras conquistas dos últimos anos para a saúde da mulher que merecem destaque, são: a Política Nacional de Direitos Sexuais e de Direitos Reprodutivos (2005); a Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Humana Assistida (2006); a Política Nacional de Planejamento Familiar (2007); e a Lei nº 11.664 (2008), que dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, detecção, tratamento e seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama.

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Até a próxima!

Categorias: Artigo

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