O termo saúde digital é geralmente utilizado quando se pretende remeter a equipamentos ultratecnológicos para realização de diagnósticos ou, indo além, ao emprego da robótica em procedimentos médicos.

Porém, com o passar do tempo (de pouco tempo, diga-se de passagem), as demandas evoluíram de tal forma, que ficou visível que a transformação digital na saúde não se atinha apenas a equipamentos modernos nas unidades de atendimento.

A pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) reforçou a necessidade da informatização e capacidade de trabalhar com health analytics na gestão da saúde.

Neste artigo, você conhecerá 4 tendências para os próximos anos no setor!

Continue conosco!

1. Unificação de dados na gestão da saúde

A unificação dos dados na gestão da saúde, apesar de já existir, tem crescido exponencialmente e é uma das grandes tendências no setor para os próximos anos.

A implementação do Prontuário Eletrônico nas unidades de saúde garante a reunião dos dados do paciente em um único lugar, facilitando a gestão e o acesso do profissional de saúde às informações clínicas durante a assistência.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a unificação dos dados ocorre através de um sistema denominado Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), cuja obrigatoriedade de sua implementação, em todo o Brasil, ocorreu em 2017.

Quando o assunto é a gestão pública, a ferramenta é forte aliada, já que auxilia os gestores em suas tomadas de decisões estratégicas, de forma mais assertiva, objetivando, também, a economia dos recursos.

É fundamental lembrar que o conceito de Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) difere do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

O  primeiro refere-se somente ao lançamento dos dados dos atendimentos no sistema. Já o segundo, contempla um conjunto de ações referentes à condição clínica do paciente e ao gerenciamento de recursos.

O que antes era documentado em papel; hoje, é realizado virtualmente.

Com o PEP, o profissional de saúde consegue realizar a classificação de risco, visualizar resultados de exames e laudos, consultar medicamentos, interações, alergias e demais informações registradas a respeito do paciente.

A utilização de um software de gestão da saúde, como o Hygia, é imprescindível quando o assunto é gestão da saúde pública.

O sistema possibilita maior controle gerencial, economia de recursos, unificação dos dados assistenciais ao paciente e interoperabilidade.

DATASUS

Em 1991, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), juntamente com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), foi instituído através do Decreto 100, de 16.04.1991.

O DATASUS é responsável por prover os órgãos do Sistema Único de Saúde relacionados aos sistemas de informação e suporte de informática, que são necessários ao processo de planejamento, operação e controle.

Health Analytics

O termo health analytics é definido como um conjunto de metodologias utilizadas com a finalidade de analisar grandes volumes de dados (Big Data), voltados ao setor da saúde. A utilização destas metodologias contribui para o cuidado clínico com o paciente e a gestão dos recursos de saúde.

Leia também: Gestão de leitos: Saiba como otimizar o processo

2. Cloud Computing

No mundo da saúde digital, também está inserido a cloud computing, que nada mais é do que o armazenamento dos dados em nuvem.

Com a utilização do Prontuário Eletrônico do Paciente, e também do PEC, é importante que os dados inseridos no sistema estejam seguros e disponíveis para equipes de profissionais de saúde multidisciplinares.

Para agilizar o acesso e a gestão dos recursos, os sistemas e dados devem fazer parte da computação em nuvem. A acessibilidade poderá ser garantida a partir de qualquer dispositivo que possua conexão com a internet.

A cloud computing também é extremamente importante quando o assunto é a interoperabilidade.

Mas, disso falaremos mais à frente!

Leia também: Informatização na saúde: Tecnologia no combate à doenças contagiosas

3. Telemedicina

Os avanços tecnológicos e a digitalização da saúde, também abriram espaço para a telemedicina, já utilizada no exterior. Neste período de pandemia pelo Covid-19, o serviço de saúde a distância foi autorizado temporariamente e com restrições.

Porém, a transformação digital nas consultas médicas também é uma tendência para os próximos anos.

Leia também: Sistema de Prontuário Eletrônico: Entenda sua importância na Pandemia!

4. Saúde digital: Sistemas de Gestão da saúde e interoperabilidade

A crescente utilização de sistemas de gestão da saúde pública vem se configurando nas unidades de saúde a cada dia que passa.

Informatização no SUS é um tema recorrente e que requer atenção e implementação imediata, a fim de acompanhar as transformações digitais no setor da saúde e promover assistência integral e universal aos pacientes.

A pandemia causada pelo novo coronavírus reforçou a necessidade da informatização do SUS. Com a alta demanda de atendimentos, a gestão de leitos, recursos, medicamentos e insumos torna-se um desafio para os gestores.

Também há o desafio do comportamento endêmico da doença e sua disseminação.

Um sistema de gestão da saúde pública completo e multiusuário permite a unificação dos dados dos pacientes através do PEP, além de fornecer funcionalidades para a gestão de insumos e recursos, como leitos e equipamentos, de forma ágil e eficaz.

A interoperabilidade é um recurso de extrema importância e tem sua consolidação promissora no futuro próximo. Ela consiste na capacidade de diversos sistemas e instituições trabalharem em conjunto.

Por isso, a cloud computing está interligada com a interoperabilidade e a saúde digital. Com os dados inseridos e armazenados na nuvem, é possível que os profissionais de saúde obtenham acesso imediato, garantindo assistência ao paciente de maneira eficiente e ágil.

Vale ressaltar que todo o processo de interoperabilidade e armazenamento na nuvem respeita a LGPD.

A expectativa para o futuro é de que haja a garantia da troca de informações entre os sistemas de saúde públicos e privados. Esta interação permitirá uma reformulação do formato assistencial ao paciente.

Com a interoperabilidade, haverá disponibilidade de históricos clínicos completos para que os profissionais de saúde possam realizar a comparação de diagnósticos, estudos avançados do caso que será assistido, além da promoção de apoio à tomada de decisão do médico.

Já para a gestão da saúde, a interoperabilidade permitirá que os gestores tracem estratégias que visem à prevenção e manutenção da qualidade de vida do paciente. Desta forma, o impacto na gestão é positivo, já que pode diminuir a rotatividade de pacientes nos serviços e reduzir custos.

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Até a próxima!

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