Investimentos em aplicativos e ferramentais digitais com foco em saúde feminina devem chegar a 50 bilhões de dólares em dez anos.

Ao longo de várias décadas, produtos e soluções de healthcare foram desenvolvidos sem que se levassem em consideração que homens e mulheres têm necessidades distintas, diante de suas diferenças fisiológicas. Mais do que isso, a saúde feminina vem sendo negligenciada, uma vez que a maior parte da pesquisa para o desenvolvimento de produtos de saúde e bem-estar sempre apresentou um foco masculino.

O assunto foi abordado em uma reportagem recente da Revista Forbes. A publicação pontuou o fato de apenas 4% dos fundos para este tipo de pesquisa serem concentrados nos interesses das mulheres. Contudo, revelou alguns dados que dão grande margem ao otimismo. Uma onda de mudança acontece atualmente, e as empresas de healthcare reconhecem a necessidade de atender melhor ao público feminino. A indústria de tecnologia para a saúde da mulher recebeu mais de 1 bilhão de dólares em investimentos desde 2015.

Conhecidas como “FemTechs”, as empresas que atuam no ramo movimentarão mais de 50 bilhões de dólares em menos de dez anos, segundo a reportagem. Devem, portanto, gerar considerável impacto no mercado global de saúde.

Médica segura smartphone que apresenta serviços digitais para saúde feminina

Mas o que significa FemTech?

O termo é uma junção das palavras feminino e tecnologia. Envolve o uso de aplicativos e outros aparatos digitais – softwares, equipamentos de diagnóstico, produtos e serviços – para melhorar a saúde feminina. Isso inclui soluções voltadas à fertilidade, aplicativos para controle de doenças e do ciclo menstrual, assim como ferramentas para cuidados durante a gravidez e promoção do bem-estar.

Entre as vantagens que apresentam, as FemTechs tornam os cuidados com a saúde minimamente invasivos, menos intrusivos, além de práticos e personalizados para as necessidades de cada paciente. Suas aplicações destacam-se também pela acessibilidade, pois são capazes de fazer as práticas de cuidados com a saúde chegarem até as mulheres a um custo menor. Pode-se notar a diferença na comparação com os preços de produtos convencionais.

Aplicativo de fertilidade para saúde feminina

Aprovação de agências de saúde

O movimento é tão expressivo que até mesmo as agências reguladoras de alguns países estão aprovando os aplicativos digitais como ferramentas eficientes para a manutenção da saúde feminina.

A Food and Drug Administration (FDA), agência de saúde norte-americana, aprovou o app sueco Natural Cycles como um método contraceptivo. Em 2017, a União Europeia autenticou a mesma ferramenta como “dispositivo médico”.

Tecnologia a favor da saúde feminina

No Brasil, a bióloga Caroline Brunetto de Farias e a médica Daniela Baumann Cornélio, da Ziel Biosciences, criaram um método de autocoleta, cuja finalidade é indicar possíveis lesões no colo do útero. Como estas podem dar origem a um câncer, a ideia é ajudar a diminuir casos deste tipo da doença.

A descoberta, que recebeu investimento de quase um milhão de dólares, está sendo testada em vários países no mundo. O objetivo das idealizadoras é que o produto, batizado como SelfCervix, seja distribuído em breve pelo SUS.

Em entrevista à Revista Exame, Caroline pontuou que o “empoderamento [das mulheres] reforçou a necessidade de avançar nas pesquisas e produtos para a saúde feminina”.

As FemTechs também têm se mostrado eficientes no que diz respeito aos cuidados de pré e pós-natal, como assinalou a reportagem da Revista Forbes. Isso engloba amamentação e condições ligadas à gravidez, como hipertensão e diabetes gestacional. A publicação apresentou como exemplo o GDm-Health, desenvolvido pela empresa Drayson Technologies.

O aplicativo para dispositivos móveis é o primeiro que rastreia diabetes gestacional em pacientes e as conecta a seus médicos. Aprovado pela NHS (sistemas públicos de saúde do Reino Unido) em 2017, o app agora faz parte da biblioteca de ferramentas digitais deste órgão.

Mulher faz exercício com dispositivo que auxilia no cuidado com a saúde feminina

Potencial para expansão

A consultoria Frost & Sullivan, que atua na área de desenvolvimento de inovações, apontou algumas vertentes de investimento para as FemTechs. Entre elas, estão:

• Capacitação das mulheres para a autogestão de sua saúde, a partir de tecnologias digitais;

• Soluções para melhorar qualidade do sono e controlar estresse;

• Uso da tecnologia em prol da saúde reprodutiva e de cuidados pós-parto;

• Coleta de dados para indicação de atividades físicas de acordo com condição física;

• Ferramentas para facilitar planejamento de alimentação saudável.

Aplicativos que priorizam saúde da mulher

Listamos, a seguir, alguns aplicativos desenvolvidos para beneficiar a saúde feminina.

Natural Cycles

Mostra se a mulher está em período fértil, fazendo o papel de um método contraceptivo. Com um investimento de 79,99 dólares ao ano, a usuária recebe um termômetro basal, para medir a temperatura vaginal.

Period Diary

Permite o acompanhamento do ciclo menstrual. Conta com um calendário de ovulação e TPM, assim como um monitor de saúde e fertilidade.

MyPill

Ajuda a administrar o uso de pílulas anticoncepcionais. Exibe lembretes e contabilização do número de comprimidos, de forma a ajudar as mulheres que usam o método a seguirem-no com rigor.

Médicos e pacientes transitam por centro hospitalar com tecnologias para saúde feminina

Explore as possibilidades do Hygia

Assim como as novas aplicações que estão surgindo no mercado por meio das FemTechs, o Hygia alia saúde e tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Este software de gestão hospitalar é capaz de interligar todas as unidades da rede pública e informatizar clínicas universitárias.

Seu sistema de gestão favorece a informatização da saúde. Para tanto, disponibiliza informações precisas de maneira integrada. Deste modo, contribui para facilitar diagnósticos, reduzir filas de atendimento e favorecer as pessoas que utilizam os aparatos de saúde pública.

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