Processo de Acolhimento na SaúdePowered by Rock Convert

A segurança do paciente é primordial para o funcionamento e a gestão das unidades de saúde, principalmente da rede pública.

Ela pode ser definida como o ato de evitar, prevenir e/ou melhorar os resultados adversos provenientes de lesões originadas durante a assistência médico-hospitalar.

O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), lançado em 2013 pelo Ministério da Saúde em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), visa a redução da ocorrência de incidentes nos serviços de saúde que poderiam resultar ou que resultaram em danos evitáveis, ao paciente.

Neste artigo, você vai conhecer os principais desafios enfrentados pelos gestores do SUS sobre a segurança do paciente, além de entender como a tecnologia é forte aliada na implementação da PNSP.

Continue a leitura!

O que é Segurança do Paciente?

Durante a assistência médico-hospitalar ao paciente, existem alguns riscos de ocorrer eventos adversos. Dentre eles, podemos citar:

  • Quedas
  • Administração incorreta de medicamentos
  • Troca do nome do paciente em exames de imagens ou laboratoriais
  • Erros em procedimentos cirúrgicos, entre outros.

Diante de tantas possibilidades negativas, é primordial zelar pela saúde integral do paciente, evitando-se a ocorrência desses e outros eventos que podem trazer danos à sua saúde e bem-estar.

Surge então a necessidade da implementação do protocolo referente à segurança do paciente. Ele reúne estudos e práticas que visam a diminuição ou eliminação dos riscos mencionados, durante a assistência em saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu em 2004 a “Aliança Mundial para a Segurança do Paciente”, sendo composto pelo Brasil junto a outros países. 

O principal objetivo da Aliança é a instituição de medidas que aumentem a segurança do paciente e a qualidade dos serviços de saúde por meio do comprometimento político dos signatários.

Segundo a OMS, as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras), é o tipo de evento adverso que mais leva pacientes ao óbito em todo o mundo.

Leia também: Central de Comando: Interação e coordenação entre unidades de saúde

segurança do paciente

Protocolos básicos

Existem seis protocolos básicos de segurança do paciente, que devem ser seguidos pelas instituições de saúde. São eles:

  • Identificação do Paciente: Garante a correta identificação do paciente;
  • Prevenção de úlcera por pressão: objetiva prevenir a ocorrência de úlcera por pressão e outras lesões da pele;
  • Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos: Assegura a administração do medicamento correto, para a pessoa certa, na dose correta;
  • Cirurgia segura: Objetiva a redução da ocorrência de incidentes e eventos adversos, além da mortalidade cirúrgica, por meio da realização do procedimento certo, no local correto e no paciente correto;
  • Prática de higiene das mãos em serviços de saúde: Objetiva prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde, tanto para pacientes quanto para os profissionais envolvidos nos cuidados aos pacientes;
  • Prevenção de quedas: Reduz a ocorrência de queda de pacientes nos pontos de assistência à saúde e, principalmente, reduzir os danos delas decorrentes.

É válido ressaltar que a qualidade do cuidado também possui atributos, sendo eles: efetividade, centralidade no indivíduo, oportunidade, eficiência e equidade.

Segurança do Paciente: Quais são os desafios da sua implementação?

Como vimos, existem protocolos de segurança do paciente que devem ser seguidos pelas instituições e profissionais de saúde.

Porém, existem alguns desafios enfrentados pelos gestores da saúde pública. É sobre isso que falaremos a partir de agora, continue conosco!

Para que a assistência ao paciente seja realizada de forma segura durante todas as etapas da sua estadia na unidade de saúde, é fundamental contar com equipes engajadas.

 No entanto, para isso, é necessário uma mudança de mindset que deve ocorrer ainda durante a formação acadêmica do profissional.

O entendimento de que a segurança do paciente é fundamental para a qualidade do diagnóstico e o respectivo tratamento, deve fazer parte do cotidiano dos profissionais e gestores das unidades de saúde. 

vejamos outros desafios encontrados pelos gestores da saúde pública:

 Baixo Investimento

Para lidar com a redução de verbas, a adoção de protocolos clínicos é uma alternativa para a promoção da segurança no atendimento ao paciente. A medida, além de reduzir desperdícios, também garante que os recursos investidos sejam revertidos em melhorias na assistência ao paciente.

Ausência de Processos Definidos

É preciso que os processos da instituição estejam organizados e mapeados. Por isso, é de suma importância a realização de um trabalho prévio com o objetivo de definição de cada processo, formas como ocorrem, os responsáveis e os parâmetros que serão utilizados para medir a eficiência de cada um deles. 

Desta maneira, é fácil localizar um erro caso aconteça, além de desenvolver estratégias para mitigar riscos.

Leia também: Sistemas de Gestão Centralizados: Como a tecnologia ajuda a reduzir a mortalidade infantil?

Segurança do Paciente x Tecnologia

A tecnologia é uma excelente aliada quando o assunto é a promoção da segurança do paciente. 

Utilizar um sistema de gestão da saúde pública completo, como o Hygia, permite a organização e unificação das informações na mesma plataforma, facilitando a implementação de ações fundamentais para a identificação e solução de gargalos existentes.

A implementação de um sistema informatizado único voltado ao recebimento de notificações de todas as instituições de saúde, tem como objetivo a facilitação e agilização do processo de envio e, também, tomada de decisões a partir da notificação recebida.

Desta forma, minimiza-se os riscos de ocorrência de eventos adversos e amplia-se, a qualidade da assistência e a segurança do paciente em todos os níveis assistenciais.

Podemos citar como benefícios, ainda:

  • Ampliação do conhecimento sobre os riscos e incidentes que ocorrem nas instituições brasileiras e melhor direcionamento  do planejamento de ações dos gestores;
  • Melhora da qualidade dos dados encaminhados;
  • Garantia da legibilidade das informações disponíveis;
  • Preservação da confidencialidade dos notificadores e dos dados relatados;
  • Redução de custos dos processos de notificação.

Neste artigo você entendeu a importância da implementação dos protocolos referentes à segurança do paciente e conheceu os principais desafios encontrados pelos gestores da saúde pública.

Gostou do conteúdo? Compartilhe em suas redes sociais. Quer conhecer o Hygia? Agende uma conversa com nossos especialistas e conheça todas as funcionalidades da solução!


Anne Coifman

Jornalista de formação, sou apaixonada pela área da saúde pública, possuindo vasta experiência em Secretaria Estadual de Saúde e Vigilância Sanitária. Sempre atenta, busco o melhor das informações para proporcionar melhorias na gestão das unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *