O Setembro Amarelo é uma campanha que surgiu para ampliar a conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Ao longo do mês, uma série de ações é realizada nas diferentes esferas sociais, a fim de enfatizar a necessidade dos cuidados com o bem-estar e a saúde mental, deslocar o tema suicídio da dimensão de tabu e abordá-lo como uma questão de saúde pública, além de indicar os centros que oferecem apoio a quem precisa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. No mundo, a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio. O órgão indicou que cerca de 800 mil pessoas perdem a vida desta forma anualmente. Diante disso, a “violência autodirigida” é classificada pela OMS como a 14ª maior causa de morte.

A estigmatização do problema representa um entrave na busca por ajuda profissional por parte de quem precisa. E é justamente a dificuldade em reconhecer o suicídio como uma questão de saúde pública que prejudica sua prevenção.

Diante disso, a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio organiza todos os anos o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro, com copatrocínio da OMS.

setembro amarelo

Campanha no Brasil

No Brasil, 32 pessoas se matam por dia. Os casos de suicídio têm avançado entre os jovens brasileiros, o que coloca o país na contramão do mundo. Por aqui, a média de suicídios entre pessoas dos 15 aos 29 anos é de 5,6 mortes a cada 100 mil jovens – 20% acima da média mundial, segundo os estudos Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil e Mapa da Violência: os Jovens do Brasil. O suicídio é a quarta maior causa de morte entre os jovens brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde.

Um dado importante correlacionado a estes números é que nosso país apresenta a maior prevalência de depressão na América Latina. Esta doença atinge 5,8% da população. Sendo assim, muitas vezes, o suicídio é evitável, pois mais de 90% dos casos estão associados a questões de saúde mental – em 36% das vítimas, existe o diagnóstico de depressão.

Diante deste quadro, o Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), realiza a campanha Setembro Amarelo no país. Ao longo do mês, instituições e espaços diversos são pintados, estampados e iluminados com a cor amarela, para garantir maior visibilidade à causa.

A cor, aliás, foi escolhida para representar o movimento por conta do simbolismo da vida, da luz e do sol, que vão ao encontro do propósito da iniciativa de preservação da vida.

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Medidas preventivas levantadas pelo Setembro Amarelo

A educação e o diálogo aberto sobre suicídio são a aposta da CVV para enfrentar o problema de saúde pública representado pelo suicídio. Em seu site, o grupo defende que “é preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações”.

Para a organização, “quem se mata, na realidade, tenta se livrar da dor, do sofrimento, que, de tão imenso, parece insuportável”. Portanto, falar abertamente sobre o assunto é um caminho para que a pessoa com ideação suicida e aqueles que estão próximos a ela identifiquem os sinais e consigam acionar os serviços de ajuda.

No Brasil, o CVV oferece atendimento voluntário e gratuito 24 horas por dia, dedicado a pessoas com pensamentos suicidas ou que enfrentam outros problemas.

“Mesmo que você não tenha certeza de que precisa de nossa ajuda, não tenha receios em entrar em contato com a gente. Um de nossos voluntários estará à sua disposição”, indica a equipe do site.

A instituição age em prol do apoio emocional e da prevenção ao suicídio a partir do telefone 188. Também atende por chat, e-mail e pessoalmente. Clique aqui para saber mais.

Lembre-se!

É fundamental não julgar, minimizar, comparar, rotular ou abandonar a pessoa que considerou o suicídio. Leve-a sempre a sério, escutando sem julgamento (é mais importante ouvir do que falar) e oferecendo apoio.


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