Você sabia que muitas doenças que antes eram comuns em nosso país deixaram de representar um problema por conta das vacinas disponíveis no SUS, a partir do Programa Nacional de Imunizações (PNI)? A vacinação da população, não só no Brasil, mas em todo o mundo, mitigou epidemias de viroses como sarampo, poliomielite, rubéola, tétano e outras afecções, que não eram raras no passado.

O Calendário Nacional de Vacinação, atualizado anualmente e divulgado no site oficial do Ministério da Saúde, apresenta todos os tipos de imunização encontradas nas salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O documento consiste em um conjunto de orientações específicas para cada faixa etária, tendo como foco, inclusive, a saúde de trabalhadores expostos a riscos.

Para que doenças erradicadas no país não voltem à tona, é imprescindível manter a carteira de vacinas em dia, independentemente da idade.

Uma novidade do Calendário deste ano é que, a partir de julho, a pasta da Saúde passará a solicitar às pessoas que viajarão ou retornarão da República Democrática do Congo e de Angola que apresentem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). A finalidade da medida é prevenir que uma eventual epidemia de febre amarela ameace o país.

Em suma, o documento apresenta as vacinas disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações. Ele contempla crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. No total, a rotina de imunização engloba 19 vacinas, com proteção que se inicia nos recém-nascidos e pode se estender ao longo da vida.

Clique aqui e confira todas as imunizações elencadas nesta edição.

vacinas disponíveis no sus

Programa Nacional de Imunizações

O Brasil possui um dos maiores programas de vacinação do mundo. As vacinas disponíveis no SUS ofertam 45 diferentes imunobiológicos para a população. Como indicamos, há doses destinadas a todas as faixas etárias, assim como campanhas anuais para atualização da caderneta de vacinação e reforço da importância de todos adotarem este método de prevenção.

Referência internacional de política pública de saúde, o programa oferece à população brasileira acesso gratuito, por meio do SUS, a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Formulado em 1973, o PNI surgiu para coordenar as ações de imunizações, uma vez que, até então, elas eram caracterizadas pela descontinuidade e tinham área de cobertura reduzida.

Após a erradicação da varíola por meio da vacinação em massa – último caso foi registrado no país em 1971 e, no mundo, em 1977 –, seguiu-se no Brasil com a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Lançada em 1980, a iniciativa tinha a meta de vacinar todas as crianças menores de cinco anos em um só dia. O último caso da doença foi registrado por aqui em 1989, no estado da Paraíba.

No mês de setembro de 1994, o Brasil, assim como os demais países da região das Américas, recebeu, da Comissão Internacional para a Certificação da Ausência de Circulação Autóctone do Polivírus Selvagem nas Américas, o reconhecimento de que a doença e o vírus foram erradicados do continente.

Nos últimos 30 anos, o PNI eliminou ou manteve sob controle as doenças preveníveis a partir da vacinação. Suas metas mais recentes abrangem a eliminação do sarampo e do tétano neonatal. Além disso, incluem o controle de doenças imunopreveníveis, como difteria, coqueluche e tétano acidental, hepatite B, meningites, febre amarela, formas graves de tuberculose, rubéola e caxumba (em alguns estados), assim como a manutenção da erradicação da poliomielite.

Atualmente, o PNI faz parte do Programa da Organização Mundial de Saúde (OMS), contando com apoio técnico, operacional e financeiro da Unicef, além de contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

vacinas disponíveis no sus

Segurança

Todas as vacinas disponíveis no SUS são seguras. Seu papel é estimular o sistema imunológico a proteger o organismo contra doenças transmissíveis. Considerando seu custo-benefício, as vacinas são avaliadas como um dos melhores investimentos em saúde, quando adotadas como estratégia de prevenção pela saúde pública.

A imunização pode acarretar em eventuais reações, como febre e dor local, após a aplicação de uma dose. Contudo, estes efeitos, quando ocorrem, são temporários; e, os benefícios das vacinas, irrefutáveis.

vacinas disponíveis no sus

Campanhas

Durante o ano, o Ministério da Saúde promove duas campanhas de vacinação, em parcerias com as secretarias de Saúde de estados, municípios e do Distrito Federal. Há as campanhas para a prevenção da gripe – realizadas antes do início do período mais frio do ano, no primeiro semestre – e para a atualização da caderneta de vacinação.

É efetuada ainda, a cada quatro anos, a campanha de vacinação contra o sarampo, que tem como alvo crianças menores de cinco anos de idade.

O Ministério da Saúde possui também um Calendário Nacional de Vacinação Indígena. Clique aqui e confira.

Conheça as vacinas disponíveis no SUS

Vacinas para crianças

  • BCG: contra tuberculose
  • Hepatite B
  • Penta/DTP: combate difteria, tétano, coqueluche, meningite e poliomielite
  • VIP/VOP: vacinas contra a poliomielite (paralisia infantil)
  • Pneumocócia 10V (conjugada): previne doenças como pneumonia e meningite, causadas por dez sorotipos da bactéria pneumococos
  • Rotavírus Humano: previne o rotavírus, que provoca sintomas como diarreia, vômitos, febre e problemas respiratórios
  • Meningocócica C: contra a meningite
  • Febre Amarela: disponível em áreas em que a vacina é recomendada pelo Ministério da Saúde
  • Hepatite A
  • Tríplice viral: combate sarampo, caxumba e rubéola
  • Tetra viral: corresponde à segunda dose da tríplice viral e à dose da vacina varicela
  • Varicela: corresponde à segunda dose da vacina varicela
  • HPV

Vacinas para adolescentes

Antes de se imunizar, é preciso verificar a situação vacinal.

  • Hepatite B
  • Meningocócica C: contra meningite
  • Febre Amarela
  • Tríplice viral: combate sarampo, caxumba e rubéola
  • HPV
  • Dupla adulto: combate difteria e tétano (reforço a cada dez anos)

Vacinas para adultos e idosos

Antes de se imunizar, é preciso verificar a situação vacinal.

  • Hepatite B
  • Febre Amarela
  • Dupla adulto: combate difteria e tétano (reforço a cada dez anos)

Gostou deste artigo? Então, deixe sua opinião sobre ele no campo para comentários e continue acompanhando os nossos conteúdos!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *