Até 70% da população é sedentária em algumas partes do mundo. A falta de atividade física regular coloca 1,4 bilhão de pessoas no grupo de alto risco das doenças que mais matam e causam danos. Situam-se, entre elas, enfermidades cardiovasculares, diabetes tipo 2, demências e certos tipos de câncer. No Brasil, o sedentarismo afeta 47% da população, o que coloca nosso país entre as cinco nações mais atingidas pelo problema.

Um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que usou dados levantados entre 2001 e 2016, apontou que houve pouco progresso quanto à melhoria na realização de atividades físicas ao longo do período avaliado. No ano de 2016, cerca de uma em cada três mulheres (32%) e um em cada quatro homens (23%) – em todos os cantos do globo – não praticavam o nível recomendado de exercícios para se manterem saudáveis (pelo menos 150 minutos de atividades com intensidade moderada ou 75 minutos com intensidade vigorosa por semana). A pesquisa reuniu informações fornecidas pelos ministérios da Saúde de 168 países, relacionadas a 358 levantamentos populacionais, com 1,9 milhão de adultos acima de 18 anos. Os dados indicam que, caso a tendência observada prossiga, a meta global de 10% de redução da inatividade até 2025 não será atingida.

Neste cenário, a tecnologia apresenta um caráter dúbio. Ao mesmo passo que os avanços tecnológicos, acompanhados de fatores como o crescimento da violência urbana, contribuíram de maneira determinante para a expansão do sedentarismo, a evolução de smartphones e outros dispositivos móveis propiciaram o surgimento de aplicativos e ferramentas focados em saúde, com funções relacionadas especialmente ao estímulo à realização de atividades físicas e a uma alimentação mais saudável.

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Apps a favor da saúde (e contra o sedentarismo)

Falta de tempo, preguiça ou não se sentir à vontade em ambiente de academia estão entre as desculpas mais corriqueiras entre pessoas que não praticam atividades físicas. Mas, as opções de apps e plataformas online – que surgem diariamente e aos montes – voltados ao incentivo para que usuários mantenham uma rotina física regular aparecem como uma solução viável para quem vive sem tempo ou não deseja investir muito dinheiro neste tipo de empreitada.

Separamos algumas aplicações gratuitas, que podem ser acessadas via iOS, Android ou mesmo computador, em alguns casos, para ajudar você a sair do sedentarismo praticando atividades que se enquadrem em sua rotina. Confira!

Google Fit

A plataforma de saúde desenvolvida pela gigante da internet desafia o usuário a manter algum tipo de exercício dentro do período de um mês. Vale caminhar, correr, andar de bicicleta ou escolher outra das diversas possibilidades de atividades presentes na lista do aplicativo. Deste modo, a ferramenta começa a acumular seus “Pontos de Cardio” (minutos de atividade intensa), lembrando que 150 pontos por semana são recomendados pela Associação de Cardiologia Americana.

Na medida em que usa o app, você terá uma série de marcos desbloqueada. O Google Fit evoluiu ainda na modalidade ‘desafio’, que possibilita que você angarie mais “pontos de cardio” à sua contagem.

Nike Run Club

Ótima escolha para aqueles que querem começar a correr, este app oferece treinos de corridas guiados por áudio com treinadores e atletas da Nike. Além disso, contempla os usuários com troféus e insígnias que celebram suas conquistas.

MyFitnessPal

Aplicação que rastreia dieta e exercícios para indicar a ingestão calórica e o nível de nutrientes adequados para as metas de cada usuário. Há ainda elementos de gamificação para motivar aqueles que se aventuram nos treinamentos.

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“Vamos Ser Ativos”

Diante do alarmante quadro de sedentarismo em nível mundial, a OMS lançou o “Let’s Be Active” (Vamos Ser Ativos, em tradução livre do inglês). O documento consiste em um plano global para estimular a prática de atividade física. Nele, a instituição estabelece a missão de “garantir que todas as pessoas tenham acesso a ambientes seguros e a diversas oportunidades para serem fisicamente ativas na vida diária, como uma forma de melhorar a saúde individual e da comunidade e para contribuir com o desenvolvimento social, cultural e econômico de todas as nações”. A finalidade da organização é reduzir a prevalência do sedentarismo entre adolescentes e adultos em 10% até 2015 e em 15% até 2030.

Para tanto, o plano apresenta 20 pontos, enquadrados em temas mais amplos, a partir dos quais os países devem orientar suas ações, adaptando a proposta de acordo com as suas particularidades. Leia a seguir!

Criar sociedades ativas

• Implementar as melhores práticas de campanhas de comunicação, associadas a programas comunitários, para aumentar a conscientização dos múltiplos benefícios da atividade física para a saúde.

• Conduzir campanhas nacionais para estimular o conhecimento de benefícios auxiliares da atividade física para aspectos sociais, econômicos e ambientais, com foco especial para caminhada, ciclismo e outras formas de mobilidade ativa.

• Estabelecer grandes e frequentes iniciativas em espaços públicos para fomentar a atividade física nas comunidades e oferecer acesso gratuito e prazeroso a ela.

• Fortalecer o treinamento dos profissionais, dentro e fora do setor de saúde, para melhorar seus conhecimentos e suas habilidades relacionadas à criação de oportunidades inclusivas para uma sociedade ativa. Transporte, planejamento urbano, educação e turismo estão entre os focos.

Criar ambientes ativos

• Estimular a integração de políticas de planejamento urbano e de transporte de forma a priorizar a atividade física.

• Melhorar a infraestrutura de calçadas, ciclovias e outras estruturas que promovem uma locomoção ativa.

• Acelerar a implementação de políticas que garantem segurança a pedestres, ciclistas e pessoas engajadas em outras formas de transporte ativo.

• Aprimorar o acesso a espaços públicos de lazer ao ar livre e de centros esportivos.

• Ajudar a criar, quando necessário, infraestruturas que considerem a atividade física dentro de suas instalações.

Criar pessoas ativas

• Reforçar a educação física e a promoção da atividade física na escola.

• Incorporar os exercícios nos serviços de saúde.

• Oferecer programas de atividade física em diferentes espaços, como parques e praias, e mesmo em ambientes privados.

• Criar atividades específicas para a população mais velha.

• Priorizar iniciativas voltadas para os indivíduos menos ativos.

• Implementar práticas que engajem toda uma cidade ou comunidade.

Com informações da Revista Saúde

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