Processo de Acolhimento na SaúdePowered by Rock Convert

A síndrome de burnout é considerada um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é cada vez mais falada e difundida no mercado de trabalho. Com a pandemia de Covid-19, os índices se mostraram ainda mais expressivos. O burnout na área da saúde também apresentou crescimento. De acordo com uma pesquisa realizada por pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), ao menos um em cada seis profissionais da saúde apresenta os sintomas da doença.  

A pesquisa foi feita com 715 profissionais da área, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas de 36 hospitais públicos e privados do país. Todos os entrevistados atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) por ao menos 20 horas semanais. 

Continue a leitura e saiba mais sobre o que é a síndrome de burnout e como ela afeta os profissionais da saúde. 

Leia também: Sedentarismo e pandemia: mais de 60% dos brasileiros estão sedentários 

O que é o burnout? Conheça as causas e sintomas 

Em tradução livre, o termo “burnout” significa esgotamento, o que tem relação direta com os sintomas da doença, que é o esgotamento físico e mental. Ela se caracteriza por um estado crônico e extremo de estresse.  

Para o Ministério da Saúde, o burnout é tratado como um distúrbio emocional provocado pelo excesso de trabalho, principalmente o não satisfatório.  

Para o órgão, os principais sintomas são: 

  • Dor de cabeça frequente; 
  • Insônia; 
  • Sentimento de fracasso e insegurança; 
  • Dificuldades de concentração; 
  • Sentimento de desesperança e incompetência; 
  • Fadiga; 
  • Pressão alta; 
  • Problemas gastrointestinais; 
  • Alterações repentinas do humor; 
  • Isolamento.

Qual a diferença entre burnout, ansiedade e estresse? 

Por se tratar de uma condição psíquica, o burnout é comumente confundido com a ansiedade e estresse, além da depressão.  

Normalmente, o estresse é uma resposta do corpo quando o indivíduo está sob pressão. Ele pode aparecer durante um período onde o profissional precisa cumprir com uma tarefa e, passado esse tempo, o indivíduo volta ao ritmo e rotina normal.  

Na síndrome de burnout, essa sobrecarga e estresse não chegam ao final e continuam a se manifestar, independentemente do evento que esteja ocorrendo no âmbito profissional.  

Na verdade, o gatilho dos sintomas descritos estão justamente ligados à vida profissional, o que diferencia o burnout da depressão e ansiedade, por exemplo, já que essas doenças também têm ligação com outras questões da vida.  

Quais as causas do burnout? 

As causas do burnout podem envolver diversos fatores, como tarefas excessivas ou exaustivas e relações de trabalho com cobranças abusivas.  

Entre as causas mais recorrentes estão: 

  • Carga elevada de trabalho; 
  • Pressão constante e excessiva; 
  • Falta de acessibilidade ao local de trabalho; 
  • Pouco descanso ou momentos de descontração; 
  • Conflito com colegas e líderes; 

Entre outras. 

Como tratar o burnout?  

Se você sente ou conhece alguém com os sintomas descritos relacionados ao trabalho, é recomendado buscar ajuda de um profissional da área de psicologia. No entanto, também é possível desenvolver ações por conta própria para a priorização do bem-estar e melhora dentro das atividades laborais, além de ajudar na prevenção do desenvolvimento da síndrome.  

Confira! 

  • Alimentação balanceada: mesmo em uma rotina exaustiva, prezar pela boa alimentação é necessário para manter corpo e mente saudáveis; 
  • Prática de exercícios: regularmente, se movimentar pode ajudar a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, alívio e relaxamento; 
  • Transparência: mantenha uma relação de transparência com as lideranças e exponha seus limites; 
  • Relaxamento: não deixe que o trabalho atravesse a linha entre vida pessoal e profissional. Priorize momentos de relaxamento; 
  • Bom relacionamento: seja com qualquer colega de trabalho, seja cordial e cooperativo. Lembre-se sempre de demonstrar que esse é o melhor caminho.

Leia também: Humanização da saúde no SUS: o que é e como a tecnologia pode ajudar 

A tecnologia na gestão de saúde pública 

A tecnologia é uma grande aliada da gestão de saúde, seja pública ou privada. A automação traz benefícios que são sentidos por gestores, profissionais da saúde e pacientes.  

O Hygia, por exemplo, é um sistema de gestão que permite que informações sobre pacientes, medicamentos e marcação de consultas sejam reunidas em uma única plataforma com a utilização dos módulos disponíveis no sistema.  

Dessa forma, a automação de processos também pode ser um importante passo para humanizar a saúde, tirando dos profissionais algumas atividades que dificultam a produtividade da equipe e deixam a rotina da saúde mais lenta. 

Para ler mais artigos sobre saúde pública e tecnologia, acesse o nosso blog. 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *